quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Brasil pode ter superávit comercial maior em 2023


 
Foto: Reprodução
A Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta queda mais significativa nas importações do que nas exportações do país para o próximo ano. Uma projeção divulgada nesta terça-feira (20) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) indica que o país pode ter um superávit comercial mais elevado no ano que vem, apesar da expectativa de quedas nas […]

A Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta queda mais significativa nas importações do que nas exportações do país para o próximo ano.

Uma projeção divulgada nesta terça-feira (20) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) indica que o país pode ter um superávit comercial mais elevado no ano que vem, apesar da expectativa de quedas nas importações e exportações. A AEB projeta saldo comercial positivo de US$ 71,9 bilhões para o Brasil em 2023, 14,3% superior aos US$ 62,9 bilhões em 2022.

O número resultaria de exportações de US$ 325,1 bilhões e importações de US$ 253,2 bilhões. As exportações devem cair menos que as importações, porém, aumentando o superávit da balança comercial brasileira. A AEB estima queda de 2,3% nos embarques do Brasil e redução mais expressiva, de 6,2%, nas compras brasileiras ao exterior.

A AEB chama o superávit de negativo, explicando que seria obtido com um duplo déficit sem gerar atividade econômica. “Um saldo de quase US$ 72 bilhões é um recorde histórico brasileiro, mas é apenas um superávit porque a queda nominal de quase US$ 17 bilhões nas importações será maior que a das exportações, de mais de US$ 7 bilhões”, disse o chefe do Executivo da AEB, José Augusto de Castro, em nota da entidade.

A corrente de comércio , soma das importações e exportações, deve chegar a US$ 578,391 bilhões em 2023, caindo 4% para os cálculos de 2022. O mundo espera uma desaceleração nos preços das commodities no próximo ano, o que pode achatar as taxas de comércio.

“Muitos fatores podem atrapalhar os resultados da balança comercial, como alta dos juros nos Estados Unidos e na União Européia; questões internas da China retardando seu crescimento econômico; a guerra entre a Rússia e a Ucrânia; e as determinações das tarifas de importação da União Européia”, disse Castro.

Com informações do site: opetroleo

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