sábado, 17 de dezembro de 2022

A Caixa está falindo com os empréstimos consignados do Auxílio Brasil?


 
Foto: Reprodução
Se o Auxílio Brasil não for prorrogado, a Caixa Econômica Federal vai à falência. Isso foi o que disse Fernando Haddad (PT), nomeado o futuro ministro da Fazenda, durante uma entrevista à GloboNews. Segundo ele, a concessão do consignado do programa poderia ser responsável pelo prejuízo ao banco estatal em caso de exclusão de usuários.

O novo ministro da Fazenda disse: “se a gente não prorrogar o Auxílio Brasil, a Caixa quebra” ao se referir a liberação do empréstimo entre o 1° e 2° turno das eleições. Durante esse período, milhões de beneficiários contrataram o consignado, apesar do Ministério da Cidadania já saber da necessidade de uma averiguação cadastral.

Como o consignado do Auxílio Brasil pode prejudicar a Caixa
Apesar da fala de Haddad chamar atenção, não significa que a Caixa está realmente quebrando por causa da liberação do consignado do Auxílio Brasil, muito menos que o banco faliu por conta do dinheiro que foi emprestado. O que foi dito pelo novo ministro da Fazenda está relacionado aos valores emprestados durante as eleições.

Aliás, o novo ministro da Fazenda quis dizer que a concessão  realizada pelo governo Bolsonaro durante os turnos das eleições representa um risco para a Caixa em uma casa específica: se os beneficiários foram excluídos do Auxílio Brasil. Isso porque se a pessoa não conseguir pagar o que falta, o banco público corre o risco de inadimplência.


O Auxílio Brasil é usado como garantia, por isso a dívida pertence ao beneficiário, não à União. Sendo assim, caso uma família seja excluída do programa, o ex-usuário deverá continuar pagando as parcelas restantes. O problema é que os cidadãos contemplados pelo benefício são pessoas que precisam de ajuda financeira do governo para sobreviver.

Redução do valor do Auxílio Brasil
O futuro governo acredita que famílias com apenas um integrante não deve receber o mesmo que lares compostos por 4 ou 5 pessoas, por exemplo. Dessa forma, estuda-se uma redução no valor para esses beneficiários do Auxílio Brasil, só que existe uma questão que pode afetar essa decisão.

Acontece que, para as famílias que contrataram o consignado, receber um valor menor que R$ 400 seria extremamente prejudicial. Isso porque os bancos credenciados descontam as parcelas da dívida diretamente na folha de pagamento do benefício. Sendo assim, o futuro governo estuda um valor mínimo de R$ 400.

Vale lembrar que, em janeiro, um processo de averiguação cadastral será iniciado. Durante a apuração, os beneficiários irregulares serão retirados do Auxílio Brasil. Segundo a equipe de transição, os usuários pegos no “pente-fino” não serão punidos legalmente, mas não continuarão a receber os repasses.

Com informações do site: seucreditodigital

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