segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Preço do material escolar varia até 35% no Rio; confira dicas para economizar e o que as escolas não podem fazer


 
Foto: Reprodução

A lista de material escolar pode ficar até 30% mais cara neste ano, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE). Em todas as categorias de produtos deve haver reajustes, partindo de 15%. Além da inflação e do impacto do dólar alto nos itens importados, que são a maioria no mercado, há outra explicação para a atualização desse peso no bolso.

— De uma maneira geral, tudo que leva papel, papelão, plástico está muito mais caro devido à produção baixa e à demanda alta no mundo inteiro. As embalagens estão restritas, e essa indústria de materiais escolares é uma das que estão sofrendo com a falta — diz Marco Quintarelli, consultor de varejo.

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Ele acrescenta que lápis podem ser destaque no ranking de reajustes, já que o governo brasileiro adotou medidas para restringir a importação de lápis da China, a fim de proteger o mercado nacional, mas aumentando os custos na categoria.

Algumas famílias podem pagar mais e outras menos no momento das compras, no entanto. A variação de preços de loja para loja é grande, de acordo com pesquisa do EXTRA, que solicitou à livraria Leitura, às papelarias Kalunga e Coisa & Tal (no Mercadão de Madureira) e ao Sam’s Club os menores preços praticados para uma lista de mais de 20 produtos. Considerando apenas as 14 categorias de produtos preenchidas por todas as consultadas, a variação de preços ficou em 35%.

Para quem quer economizar na compra de material escolar, o fundamental é deixar a criança ou o jovem a par da situação financeira da família e estabelecer os limites das escolhas. A mercadóloga Fernanda Sousa, de 27 anos, tem sempre conversas sinceras com Davi, seu filho de 10 anos, que entra no 4º ano do ensino fundamental:

— Materiais como caneta, tesoura, papel, ele não escolhe, e eu procuro economizar o máximo possível. Faço orçamentos em papelarias e na internet. Quando chega na parte de caderno, mochila, estojo, aí, sim, eu ouço a opinião dele. Mas em tudo, eu procuro mantê-lo consciente da nossa condição financeira. E tem coisas que mesmo tendo a condição de comprar, eu explico que é desnecessário. Davi é muito tranquilo em relação a compra. Ele aceita quando eu digo que não posso. Mas depois de escolher os modelos dos itens que deixo, busco os melhores preços também — conta ela.



Máscara e álcool em gel

A pandemia de Covid-19 pode ter levantado novas dúvidas nos responsáveis. Máscara facial e álcool em gel, por exemplo, podem constar em lista de material escolar?

— A regra válida antes da pandemia continua válida quando se trata de itens auxiliares ao combate ao coronavírus. A lista de material escolar não pode conter materiais de escritório, de higiene e limpeza nem produtos de uso coletivo, os quais devem estar previstos no custo a ser cobrado por meio das mensalidades — diz Silvio Romero, diretor jurídico do Procon-RJ: — Se o álcool ou a máscara forem para uso dos funcionários da escola, para colocar nos dispensers ou para uma reserva coletiva, não pode. Mas solicitar na lista de material que encaminhem esse material para prevenção individual do prório aluno, pode, como máscaras para troca durante o dia ou álcool para limpeza das maõs.

E a quantidade de material escolar pedido sofre alteração se o aluno estudar em regime híbrido este ano? Romero explica que não necessariamente, já que as atividades podem ser realizadas em casa. O importante é que a lista esteja de acordo com o plano pedagógico apresentado.

Direitos de consumo dos responsáveis

O Procon-RJ também indica alguns direitos para os consumidores neste momento e o que os estabelecimentos não podem fazer. É proibido, por exemplo, à instituição de ensino exigir e definir a marca de itens da lista, ou condicionar a compra dos materiais a determinada loja, mesmo a própria escola, salvo uniforme e materiais didáticos próprios do colégio.

Isso porque os consumidores sempre devem ter liberdade de pesquisar e comparar os preços e comprar os materiais que escolher.




Com informações do site: Extra Globo