sábado, 8 de janeiro de 2022

Possibilidade de greve no serviço público federal ganha adesão de categorias


 

Foto: Reprodução
Principalmente entre aquelas que têm os maiores salários. A principal questão é a ausência de reajuste prevista para 2022.

O reajuste salarial começou a se tornar um tema de mobilização em dezembro, quando Jair Bolsonaro (PL) consultou a equipe econômica sobre a possibilidade de conceder aumento para policiais, setor que o presidente vê como base eleitoral fundamental para a disputa de outubro.

No dia 21 de dezembro, o Orçamento aprovado pelo Congresso reservou R$ 1,74 bilhão para atender o desejo de Bolsonaro.

A primeira categoria a reagir foi a dos auditores fiscais. Mais de 600 integrantes da carreira entregaram cargos comissionados. Já no início de 2022, servidores do Banco Central fizeram o mesmo. De acordo com o sindicato dos trabalhadores da instituição, por volta de 1.200 funcionários estariam dispostos a aderir ao movimento.

Mais recentemente, cerca de 150 auditores do trabalho também entregaram seus cargos em comissão.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) indicou o dia 18 de janeiro como data de um Dia Nacional de Mobilização. Outras paralisações são cogitadas para os dias 25 e 26 do mesmo mês e, no caso de o governo não recuar, uma greve a partir de fevereiro.

Outras categorias que podem aderir ao movimento são os funcionários da Controladoria-Geral da União, do Itamaraty, analistas de comércio exterior e trabalhadores do Tesouro Nacional. Para que uma greve seja posta em prática, cada categoria deve aprovar a mobilização em assembleia do sindicato que a representa.

Com informações do site: Reconta aí