terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Inflação em alta: saiba o que vai pesar no seu bolso em 2022


 
Foto: Reprodução
Em 2021, o brasileiro sofreu com uma inflação que promete superar os dois dígitos. Para 2022, as projeções iniciais dos economistas apontam para uma alta mais modesta dos preços, mas nada que deva representar um grande alívio ao bolso da população.

No último relatório Focus, do Banco Central, os economistas consultados avaliaram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ter avançado 10,02% em 2021. Para 2022, a projeção é de alta de 5,03%.

Gastos com energia elétrica, aluguel, IPVA, IPTU, entre outros, devem corroer o orçamento das famílias em 2022.

Veja mais detalhes abaixo:

 IPVA

O Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) vai subir em 2022, acompanhando a valorização de carros novos e usados.

Cada estado tem uma alíquota diferente de IPVA, mas todos levam em conta o valor venal de veículos usados — calculado por meio da tabela Fipe — ou o da nota fiscal de compra, no caso dos veículos novos.

Tantos veículos novos como usados subiram de preço em 2021, o que deve desencadear no aumento do IPVA. No Estado de São Paulo a taxa de 4% no valor venal do veículo foi mantida, no entanto, haverá desconto de 9% para pagamento à vista em janeiro, 5% em fevereiro, ou a possibilidade de parcelamento em 5 vezes, começando por fevereiro.

IPTU
Várias prefeituras já anunciaram reajustes no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Em Rio Preto após ter projeto rejeitado pela Câmara Municipal o prefeito Edinho Araújo (MDB) deverá reajustar o imposto por meio de decreto. O valor deverá seguir o índice acumulado da inflação, por volta de 11%.

Energia elétrica
Mesmo com reservatórios em recuperação, o custo da conta de luz deve seguir elevado em 2022.

Em novembro, a área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calculou que o reajuste tarifário médio nas contas de luz em 2022 deve ser de 21,04%.

Lidando com a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, o governo teve de acionar as usinas termelétricas para garantir o fornecimento de eletricidade, o que aumentou o custo de produção de energia no país.

Aluguel
O aluguel também deve ficar mais caro em 2022. Em 2021, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou alta de 17,78%. O índice é apurado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e utilizado para o reajuste anual do valor do aluguel.

Com a forte alta do IGP-M, os contratos de aluguel devem ser reajustados para cima ao longo de todo o ano. O que os especialistas dizem, no entanto, é que há espaço para negociar um aumento mais brando com o dono do imóvel dado o quadro de fraqueza da economia.

Para 2022, os analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, avaliam que o IGP-M deve perder forçar e subir5,49%.


Com informações do site: DHOJE INTERIOR