segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

PT tenta consertar os estragos de Lula


 
Foto: Reprodução
Partido tenta explicar resposta desastrosa
O Partido dos Trabalhadores (PT) veio a público tentar consertar o estrago causado por uma declaração dada pelo ex-presidente Lula em entrevista ao El País. PT tenta consertar os estragos de Lula

Como a coluna mostrou, Lula deu uma resposta desastrosa ao comparar o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, com a chanceler alemã Angela Merkel.

Em texto publicado no site oficial da legenda com o título “Nova fake news distorce entrevista de Lula ao El País”, o PT afirma que o ex-presidente defende a alternância de poder.

“É falso e de má-fé afirmar que Lula teria apoiado “ditaduras de esquerda” ou igualado a primeira-ministra Ângela Merkel ao presidente Daniel Ortega”, escreve o PT.

O partido publicou o vídeo – segundo eles, sem edição- com o trecho da entrevista que causou a polêmica. Lula começa defendendo a alternância de poder, mas em seguida compara Ortega e Merkel.

“Todo político que começa a se achar imprescindível ou insubstituível, começa a virar um pequeno ditador. Por isso, eu sou favorável à alternância de poder. Posso ser contra, mas não posso ficar interferindo nas decisões de um povo. Nós temos de defender a autodeterminação dos povos. Por que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder, e o Daniel Ortega não? Por que Felipe González pode ficar 14 anos no poder? Qual a lógica?”.

Embora tente afirmar que Lula não disse o que realmente disse na entrevista, é fato que o ex-presidente soltou uma frase infeliz e deveria, pelo menos, pedir desculpas pela forma como colocou seus pensamentos.

PT tenta consertar os estragos de Lula
As declarações de Lula foram “infelizes” e errôneas do ponto de vista conceitual, já que, na Alemanha, há um regime parlamentarista que possibilita a reeleição de um primeiro-ministro por meio da coalisão de seu partido no Parlamento.

No sistema presidencialista que migra para o autoritarismo, como no caso da Nicarágua, há uma tendência à centralização e violência política, além de mudanças no Poder Judiciário e alteração de regras que dificultam a competitividade.

Tais posturas encontram eco em um “histórico da legenda em relação a conflitos políticos em outros países” que, para ele, geram apenas “barulho” e não estão de acordo com a maneira como “o partido se comporta no âmbito doméstico”.

Com informações do site: deolhonews