quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Pior que tá não fica: ‘efeito Tiririca’ pode marcar a Bolsa de Valores em 2022; entenda


 


Foto: Reprodução

Durante este ano, o Ibovespa passou por grande volatilidade. Em julho, o principal índice da B3 atingiu a marca histórica de 130 mil pontos. No entanto, desde então, vem sido observada uma desvalorização constante. De qualquer modo, o ‘efeito Tiririca’ pode marcar a Bolsa de Valores em 2022.

Desde janeiro, o Ibovespa já registra perda acima de 11%. O principal índice da Bolsa passou dos 118 mil pontos para cerca de 104 mil pontos. Alguns fatores fizeram com que a Bolsa passasse a despencar. As empresas brasileiras de capital aberto foram impactadas pela inflação e piora da crise fiscal.

Além disso, ruídos políticos e desdobramentos da pandemia de covid-19 também afetaram na decisão dos investidores. Ainda diante de baixas perspectivas de crescimento para o Brasil em 2022, o Ibovespa tem reagido negativamente.

‘Efeito Tiririca’ pode marcar a Bolsa de Valores em 2022
Depois de passar por um ano negativo, o próximo pode ser menos pior — assim como diria o palhaço Tiririca: “pior do que tá não fica”.


Ao Valor Investe, o sócio e diretor da Apollo Investimentos, João Guilherme Penteado, prevê que a Bolsa brasileira, em 2022, deve apresentar recuperação. Para isso, ele cita dois aspectos principais.


O primeiro fator é o aumento de juros no país, que está prestes a terminar — apesar de que o Banco Central não saber em que patamar da taxa Selic acontecerá isso.

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Segundo Penteado, “não existe espaço econômico para altas excessivas”. Conforme ele, “a inflação começa a dar sinais de arrefecimento”. Diante disso, pode haver um ciclo de corte de juros.

O segundo fator, conforme ele, tem um fundo mais técnico. O motivo está na desconexão atual entre o valor das ações, muito abaixo, e as projeções de lucro para as empresas — acima de grande parte dos preços de face dos papéis de companhias vendidos no Brasil.

No longo prazo, em tese, esses dois aspectos tendem a se emparelhar, segundo Penteado. Como resultado, as ações poderão se valorizar.

Em suma, existem motivos para a bolsa seguir despencando. Porém, após ficar barata, o espaço de aumento a ser, possivelmente, explorado também é maior. No entanto, o cenário político, que está ruim, não pode piorar.


Ao Valor Investe, o sócio e diretor da Apollo Investimentos, João Guilherme Penteado, prevê que a Bolsa brasileira, em 2022, deve apresentar recuperação. Para isso, ele cita dois aspectos principais.

Com informações do site: FDR