terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Distribuidoras de gás pedem para atrasar abertura de mercado


 
Foto: Reprodução
As empresas brasileiras de distribuição de gás natural estão fazendo um apelo de última hora ao órgão antitruste Cade para permitir que a estatal Petrobras mantenha seus preços de contrato de 2021 em 2022, atrasando a abertura do mercado de gás do país.

A associação das distribuidoras Abegás formalizou hoje o pedido ao Cade, com a Abegas afirmando que o comportamento da Petrobras no mercado de gás é anticompetitivo. O pedido da Abegas não constava da pauta regular da diretoria do Cade de hoje, que é a última reunião até fevereiro. Espera-se que os distribuidores tenham falta de gás a partir de 1º de janeiro.

Os contratos da Petrobras com distribuidores em 2021 eram indexados ao Brent e eram cerca de US $ 8 / mmBtu antes dos custos de transporte. Em novembro, a Petrobras anunciou que não conseguiria atender a demanda do mercado de gás com produção própria e que precisaria adquirir GNL, repassando os custos das cargas spot de GNL da Ásia – elevando os preços do gás às distribuidoras para cerca de US $ 36 / mmBtu.

Após um apelo da produtora de fertilizantes Proquigel, o Cade autorizou a Petrobras a adiar a proibição de compra de gás que estava programada para ocorrer em 1º de janeiro, como parte do plano de liberalização do mercado, com a compra de GNL regaseificado do Terminal da Bahia. O Cade admitiu que a decisão atrasaria a competição, mas a justificou observando que a Petrobras ainda é o player dominante na indústria de gás no Brasil e seria capaz de absorver parcialmente os altos preços do GNL para seus clientes.

A Petrobras baixou seus preços para os distribuidores para US $ 12 / mmBtu, mas os distribuidores disseram que não estão dispostos a aceitá-lo.

“Esse reajuste se deve às novas condições comerciais apresentadas pela Petrobras, única prestadora com carteira suficiente para atender as distribuidoras de gás canalizado, que, sem opções, serão obrigadas a firmar contratos nesta base para evitar que o consumidor tenha seu abastecimento prejudicado “, disse Abegas.

Com informações do site: O petróleo