domingo, 28 de novembro de 2021

Novo plano da Petrobras: Como outras petroleiras estão lidando com o tema ESG


 
Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (24), foi divulgado o novo plano da Petrobras para os próximos anos. A estatal pretende fazer investimento bilionário em descarbonização. Entenda como outras petroleiras estão lidando com esse tema ESG (Ambiental, Social e Governança; traduzido do inglês).

Entre 2022 e 2026, a Petrobras investirá R$ 68 bilhões — 24% superior ao indicado no plano anterior. Deste total, 84% serão aplicados ao segmento de exploração e produção.

Conforme o mesmo plano estratégico da estatal, há o objetivo de aumentar o foco em descarbonização. Nos próximos cinco, os projetos da companhia receberão US$ 1,8 bilhão em investimentos.

Entre as iniciativas, está a separação de carbono, diminuição de carbono nas refinarias e sistemas de detecção de metano. A Petrobras alega que grande parte dos projetos são relacionados à produção e eficiência operacional.

Novo plano da Petrobras já vem sendo observado em outras petroleiras
De modo geral, as indicações de cuidados das empresas com o meio ambiente têm sido observadas. A petroleira independente Enauta, entre 2019 e 2020, diminuiu em 7% as emissões em suas operações. Em 2020, a empresa registrou uma média de 15,2 kg de CO2 por barril de óleo equivalente (boe) produzido.

Outro exemplo é a petroleira Shell, que tem o objetivo de investir R$ 3 bilhões em projetos focados em energia solar no Brasil. O plano vale até o ano de 2025, com destaca em usinas solares. A medida faz parte de estratégia mundial para compensar os carbonos emitidos.

Em julho, a Shell já tinha anunciado o primeiro projeto de energia solar no país. Essa iniciativa acontece em parceria com a siderúrgica Gerdau.

A nova marca da empresa no segmento, Shell Energy, tem o intuito de atuar na área de eólicas. O foco será nas usinas instaladas no mar. Essa fonte vem aumentando nos Estados Unidos e Europa. Contudo, ainda não existe regulamentação no Brasil.

Em entrevista ao MegaCast Convida, o diretor-presidente da Enauta, Décio Oddone, afirma que a transição energética se dará com maior oferta de energia. Ele informa que o petróleo e o gás natural ainda serão importantes durante muito tempo  na matriz energética mundial.

Para Oddone, a companhia de petróleo de sucesso será a que conseguir operar nestas listas: eficiência de custos e menor emissão de carbono por barril produzido.


Com informações do site: FDR