terça-feira, 12 de outubro de 2021

Subiu! Impactos do novo reajuste da gasolina e do gás de cozinha no seu bolso


 

Foto: Reprodução
Na última sexta, 8, a Petrobras anunciou um novo reajuste no preço da gasolina e do gás de cozinha (GLP) que começou a vigorar no dia seguinte, sábado, 9. O reajuste foi de 7,2% em cada produto.

De acordo com a Petrobras, o preço médio da gasolina subirá de R$2,78 para R$2,98% o litro, refletindo um reajuste médio de R$0,20 por litro. Já sobre o gás de cozinha, o aumento fará o preço subir de R$3,60 para R$3,86 por kg, um reajuste médio de R$0,26 kg.

Levando em consideração a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e de 73% de gasolina A utilizados na composição da gasolina vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passa a ser de R$ 2,18 em média por litro, correspondendo a um aumento de R$ 0,15 por litro.

Não foram anunciados novos reajustes para os outros combustíveis. No fim do último mês, a Petrobras reajustou o preço do diesel em 8,89%, após 85 dias de estabilidade no valor do combustível.

Segundo os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados na sexta pelo IBGE, no acumulado nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu 39,6% no país e o gás de botijão cresceu 34,67%.

Petrobras se justifica 
A estatal destacou no momento do anúncio do novo reajuste que aplicou o aumento no preço do GLP “após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”. Já no caso da gasolina A, o período de estabilidade foi de 58 dias, disse a empresa.

A Petrobras disse que o crescimento acompanha os patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial”, e a taxa de câmbio, “dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.

A estatal disse ainda que estes reajustes “são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Valor do petróleo e dólar
Como justifica para o aumento nos preços dos combustíveis, foram colocados diversos motivos, em especial, o valor do petróleo e no dólar.

Desde 2016, o dólar e a cotação do petróleo vem sendo os maiores influenciadores no preço dos combustíveis no Brasil. Isto porque desde então, a Petrobras passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que se orienta pelas flutuações do mercado mundial.

Na última quinta, 7, o preço do barril de petróleo Brent, considerada referência internacional, fechou acima de US$ 81,95, renovando máximas de cotação desde o fim de 2018. No início de 2021, o preço médio estava abaixo de US$ 65.

Na composição do preço da gasolina entra também o custo do etanol, que deve ser adicionado obrigatoriamente na gasolina. Neste cálculo entram ainda os custos e o lucro das distribuidoras e revendedores, os impostos federais e estaduais.

Na última semana, o presidente da Câmara, Arthur Lira se mostrou favorável a uma alteração na forma de cálculo de cobrança do ICMS sobre combustíveis numa tentativa de reduzir o preço da gasolina e do diesel.

Porém, secretários estaduais de Fazenda consideram que a proposta é um tipo de “remendo” e um “puxadinho” que em suas visões, não servirá para solucionar o problema dos preços do combustível e ainda poderá trazer outro problema para os estados.

Conflitos com a Petrobras
O valor dos combustíveis vem causando conflitos entre a Petrobras e o governo. Na semana passada, logo após Jair Bolsonaro ter dito que está estudando formas de reduzir o preço dos combustíveis, Joaquim Silva e Luna, presidente da estatal, afirmou que a política de preços será mantida e reconheceu que os preços podem aumentar.

Lira que é alinhado ao atual governo, criticou a política de preços da Petrobras e disse que discutiria com líderes alternativas para segurar o preço dos combustíveis.

Com informações do site: FDR