sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Loja on-line na Black Friday: vale a pena?


 
Foto: Reprodução

Você vai aproveitar as liquidações da edição deste ano da  Black Friday  em loja on-line ou física? Tudo indica que o comércio eletrônico, mais uma vez, vai dominar a corrida do consumidor pelo preço baixo no dia 26 de novembro, quando acontece a Black Friday 2021. Mas será que a vale a pena comprar pela internet? 

O que se tem certeza até agora é que a pandemia da COVID-19 impulsionou a loja on-line. O e-commerce, que já era forte, ficou ainda mais com o fechamento das lojas físicas. 

O Ebit, por exemplo, registrou um aumento de 25% nos dois dias de Black Friday 2020, superando a marca de R$ 4 bilhões, comparado ao ano de 2019.

Já outra pesquisa, realizada pela Ipsos, demonstrou que mais da metade dos brasileiros – 57% - dizem comprar mais em loja on-line agora do que antes da pandemia. Ao que tudo indica essa migração do off para o on-line continuará. 

Uma pesquisa da Salesforce antecipou que 90% dos brasileiros se dizem mais propensos a comprar produtos essenciais pela internet, mesmo após a estabilização da pandemia, que começa a declinar. A pesquisa, aliás, ouviu 3,5 mil pessoas no mês de julho em sete países, incluindo o Brasil. 

Confira outros dados do levantamento da Salesforce: 

46% estão comprando no delivery sem contato com o entregador; 
31% das pessoas estão comprando mais pelas redes sociais do que antes da pandemia; 
32% estão comprando mais de pequenos negócios; 
72% dos brasileiros estão comprando menos que o habitual no comércio físico; 
32% mais pessoas estão usando os serviços de assinatura; 
33% estão usando mais o modelo de comprar pela internet e retirar na loja. 

Loja on-line: produto pode sair 46% mais barato  

Não é regra, mas é grande a chance de o produto sair mais barato na loja on-line. Isso porque a loja virtual não gera despesas de aluguel, água, luz e folha de pagamento na mesma proporção de uma loja física. 
 
Um levantamento do Zoom, por exemplo, mostra que um produto que é bastante procurado, como um computador, pode sair 46% mais barato que nas lojas convencionais. É por isso que 78% dos consumidores acreditam que encontram preços mais baixos na internet, conforme a mesma pesquisa.  
 
Sendo assim, os compradores devem mais uma vez concentrar suas compras na internet. De acordo com a pesquisa da Rakuten Advertising, 86% dos consumidores brasileiros desejam aproveitar as ofertas da Black Friday Brasil comprando nas lojas on-line. 

Cupons e cashbacks 

A prática de  cupons de desconto e cashbacks  está nas lojas físicas. Porém, é na loja on-line que ela ganha evidência. Afinal, há centenas de sites especializados, como o Peixe Urbano e o Méliuz, que concedem esses mimos aos consumidores, que veem um incentivo a mais para as compras. 
 
Nesse sentido, quando um comprador visita um site de cupom de desconto ele tem 56,6% mais chance de comprar do que quando está olhando um site de ofertas. 
 
Assim, esses atrativos são mantidos por quase 100% das lojas on-line para convencer o cliente a encher o carrinho. Afinal, a concorrência também é alta no e-commerce. 

Vantagens e desvantagens de comprar on-line

É aquela velha história: há quem enxergue o copo meio cheio e, outros, o copo meio vazio. Nesse sentido, as compras on-line também têm suas vantagens e desvantagens. Confira abaixo: 

Vantagens
comodidade na hora de comprar;
várias formas de pagamento; 
privacidade nas compras; 
cupons de desconto que chegam a 50%; 
variedade de produtos; 
funcionamento 24h por dia; 
opiniões de outros compradores;
possibilidade de troca ou devolução facilitada. 

 
Desvantagens
frete caro em algumas lojas;
risco de atraso na entrega;
chance de receber produto trocado; 
clonagem de cartões; 
ataque de hackers e pessoas mal-intencionadas; 
não poder ver e tocar o produto antes da compra;
não receber uma orientação pessoal do vendedor. 

No que diz respeito ao risco de fraudes on-line, por exemplo, pelo menos 33% dos brasileiros já admitiram terem sido vítimas de  fraudes eletrônicas  em cartões de crédito e débito, segundo a pesquisa da ACI Worldwide. 

Benefícios para o varejista 

Mas do outro lado do balcão está o lojista, que pode aproveitar essa mudança de perfil do consumidor para vender mais na Black Friday 2021. 
 
Portanto, a migração pode trazer benefícios, como o aumento do faturamento e o maior alcance da sua marca, com a ampliação do seu público em potencial para outras regiões e estados.
 
Nesse sentido, o comerciante pode escolher entre dois caminhos: abrir sua  própria loja virtual , com investimento em site e marketing digital, ou aderir ao marketplace, seguindo as regras das principais redes, como Magalu e Americanas.  
 
Independentemente da escolha, segundo especialistas, é importante que esse comerciante adote uma experiência omnichannel para o seu cliente. Ou seja, proporcionar a ele a mesma experiência de compra no on-line e no off-line. 
 
Há a possibilidade de, inclusive, aumentar as vendas com essa experiência. Pesquisas indicam que os consumidores tendem a gastar 4% a mais, na loja física, e 10% a mais, na loja on-ine, quando os dois canais estão integrados. 
 
Além disso, outra dica importante é facilitar o pagamento das compras por links ou pelo Auxílio Emergencial, já que o benefício foi estendido até dezembro. 
 
Marketplaces, como o Mercado Livre, já disponibilizam a integração com o Caixa Tem para que o cliente pague as contas usando o Auxílio Emergencial. 
 
Lojistas que já utilizam o WhatsApp Business como meio de relacionamento com o cliente também podem se valer do aplicativo para o recebimento de pagamentos por meio de links. Uma pesquisa da Dunnhumby, por exemplo, mostra que o percentual de usuários que fizeram transações pelo WhatsApp cresceu 31%.

Google Shopping: mais variedade para o consumidor 

Uma novidade trazida pelo Google deve aumentar as vendas na loja on-line. A partir da segunda quinzena deste mês de outubro, os lojistas poderão anunciar seus produtos gratuitamente na aba do Google Shopping. Com isso, os empresários ganham um canal a mais de divulgação dos seus produtos on-line, e os consumidores têm acesso a uma maior variedade de itens e lojas nas pesquisas. 
 
Antes da mudança, os comerciantes tinham que fazer o upload das informações na Merchant Center e ainda anunciar no Google Ads, que é a plataforma de anúncios do Google. Mas agora os e-commerces poderão anunciar gratuitamente no Google Shopping. Basta buscar informações na área de suporte. 

O Google também confirmou o que outras empresas já haviam verificado: o volume de buscas na categoria de varejo subiu no pico da pandemia, superando as pesquisas da Black Friday de 2019. 
 
Para exemplificar, 72% das buscas das macro categorias de varejo ocorreram na Black Friday de 2019. Mas no período entre 26 de agosto e 22 de setembro, 19 das 29 categorias analisadas pelo Google já foram mais buscadas que na edição de 2019. Na prática, é como se a Black Friday tivesse sido antecipada naturalmente pelo consumidor brasileiro devido à pandemia.

Com informações do site: Estado de minas