sábado, 18 de setembro de 2021

Salário mínimo deve subir para R$ 1.192 em 2022; e teto do INSS a R$ 6.973


 
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Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia elevou novamente a projeção da inflação para este ano nesta quinta-feira (16/9). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que embasa o reajuste do salário mínimo, deverá fechar 2021 em 8,4%. Essa alta vai pressionar ainda mais o Orçamento de 2022, já que o governo considerou a inflação em 6,2%.

O salário mínimo poderá aumentar dos autais R$ 1.100 para R$ 1.192,40 no ano que vem, segundo informações da pasta econômica. Se confirmada, a elevação será maior do que a proposta de R$ 1.169 estimada pelo governo no Orçamento de 2022. Com base no mesmo índice de reajuste, o teto do INSS passaria dos atuais R$ 6.433,57 para R$ 6.973,99. 

Segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), atualmente, 50 milhões de brasileiros recebem um salário mínimo no Brasil, destes, 24 milhões são aposentados, beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Vale destacar que, em 2021, o salário mínimo de R$ 1.100 não repôs a inflação, sofrendo reajuste de 5,26%, abaixo dos 5,45% somados no INPC. Dessa forma, se realmente for cumprido o reajuste sinalizado hoje, não haverá “ganho real” no poder de compra do salário.

No mês passado, o secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, havia sinalizado que este ano haveria compensasão de valores no Orçamento. A política de reajustes pela inflação e variação do Produto Interno Bruto (PIB) aponta que nem sempre o salário mínimo variou acima da infallação. No período de 2011 a 2018, por exemplo, o reajuste foi concedido considerando o Produto Interno Brudo de 2015 e 2016, que registrou retração.

Com o reajuste compensatório do salário mínimo, o impacto nas contas públicas aumenta. Segundo os cálculos do governo, para cada R$ 1 de aumento do salário mínimo é criada uma despesa em 2021 de aproximadamente R$ 355 milhões.

No último relatório Focus, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram uma alta de 5,04% para o PIB de 2021. Para 2022, a estimativa no Focus é de crescimento de 1,72%, mas diversos analistas já passaram a projetar uma expansão de menos de 1,0% no próximo ano após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ter dito, nesta semana, que a instituição aumentará os juros o quanto for necessário para conter a inflação. Correio Braziliense 

Com informações do site: expressodosertao