sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Procura por empréstimo com garantia de celular sobe 400%; Vale a pena?


 
Foto: Reprodução

A modalidade de empréstimo com garantia de celular teve um aumento de 400% nos sete primeiros meses de 2021 em comparação ao mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada por um estudo realizado pela plataforma de comparação de empréstimo, FinanZero.

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A plataforma Brelo, por exemplo, atingiu a marca de 20 mil clientes e uma carteira de R$ 10 milhões com a modalidade desde que começou a funcionar em 2016. Atualmente, a empresa oferece em média quantias em torno de R$ 1 mil por meio deste tipo de contratação.

Considerada nova pelo tempo de oferta no mercado, a modalidade, de acordo com especialistas financeiros, deve ser solicitada apenas em casos de extrema urgência, quando outras alternativas de crédito já tiverem sido descartadas.

Como funciona o empréstimo com garantia de celular?
O empréstimo com garantia de celular, como o próprio nome sugere, utiliza os smartphones dos clientes como forma de garantia em troca da liberação de uma quantia de crédito. Para facilitar a comparação, existe no mercado algo parecido, só que usando carros e imóveis.

Ao invés de perder o carro ou a casa se a dívida não for paga, o devedor que toma um dinheiro usando o celular como garantia pode ter o aparelho bloqueado de maneira remota. A partir daí, ele fica indisponível para uso, funcionando apenas chamadas de emergência.

Antes de isso acontecer, o cliente é informado para não ser pego de surpresa. Para voltar a funcionar amplamente, é necessário quitar o acordo.

Vale a pena o empréstimo com garantia de celular?
Como dito anteriormente, recorrer a este tipo de crédito é ideal apenas para o último dos casos, pois os juros cobrados podem ficar além do que é praticado no mercado atual. Neste cenário, ao invés de ajudar o consumidor financeiramente, o serviço pode acabar prejudicando-o futuramente.

“Tem que ter muita atenção para não correr o risco de não conseguir pagar. As taxas são muito altas, eu diria que não é recomendável se a pessoa não tem certeza que vai conseguir arcar com os custos do empréstimo”, explica Allan Inácio, professor de finanças e coordenador administração internacional da PUC-PR.

Atualmente, a média cobrada é de 10% ao mês, o que é considerado muito alto. Para fins comparativos, o cheque especial, por exemplo, tem hoje um teto definido de juros de 8%. Sendo assim, as cobranças do empréstimo com garantia de celular acabam ficando próximas ao que é praticado pelo rotativo do cartão de crédito, que tem como média percentual a faixa de 12,5%.

Com informações do site: capitalist