quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Gasolina, conta de luz e outros itens básicos que ficaram mais caros em 2021


 


Foto: Reprodução

Durante este ano, além da preocupação com a pandemia de covid-19, o brasileiro teve que lidar com o aumento no preço de diversos itens, como a gasolina, conta de luz e outros. Descubra uma lista de itens básicos que ficaram mais caros em 2021.

Itens que ficaram mais caros em 2021: gasolina
Na semana passada, o valor médio da gasolina nos postos estava em R$ 6,007 por litro. A informação foi divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Este preço representa uma elevação de 0,41% em comparação à semana anterior. No acumulado anual, a gasolina teve aumento de 33%.

A ANP informou que a gasolina pôde, inclusive, se encontrada acima de R$ 7 nos estados do Acre, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Na semana anterior, Tocantins também fazia parte da lista.

Etanol
Em agosto, o preço médio do etanol chegou a R$ 5,175, conforme o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL). Ao comparar com o fechamento de julho, houve uma subida de 2,64%.

Este foi o terceiro mês seguido em que o etanol esteve acima de R$ 5 na média nacional. Já na comparação com o mês de janeiro, este combustível apresentou elevação de 37%.

Conta de luz
Desde a última quarta-feira (1º), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou uma bandeira para a conta de luz — a bandeira de escassez hídrica. Essa taxa é de R$ 14,20 por 100 kWh. A medida será válida até 30 de abril do próximo ano.

Na comparação com a antiga bandeira, a vermelha patamar 2, o novo valor representa uma elevação de 49,6%. Vale destacar que, no final de junho, ao preço da bandeira vermelha patamar 2 já tinha registrado uma alta de 52%.

Nos últimos 12 meses, a conta de luz teve um reajuste acumulado de aproximadamente 20%, de acordo com estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nesse mesmo período, a inflação havia sido de 7%.

Gás de cozinha
O gás de botijão (GLP) de 13 quilos, na semana passada, tinha o preço médio de 93,61. Na comparação com a semana anterior, e na comparação mensal, o valor praticamente se manteve. No acumulado anual, houve aumento de 25,2%, de acordo com a ANP.

Carnes
O preço das carnes, entre os meses de agosto de 2020 e julho de 2021, registrou aumento de 39,7%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Entre as carnes, o músculo teve a maior variação de preço (43,4%).

Outras carnes que tiveram elevações consideráveis foram: patinho (39%), lagarto (37,7%), costela (37,7%), cupim (36,8%) e acém (36,6%). Já o frango teve variação de 20% no período analisado.

Cesta básica
Os preços da cesta básica tiveram aumento de 4,28% no primeiro semestre deste ano, segundo dados Índice Nacional de Consumo (INC Abras), calculados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em junho deste ano, os 35 itens analisados tiveram subida de 1,34%. O preço médio foi de R$ 662,17. Ao comparar com o mesmo período do ano passado, houve uma alta de 22,1%. Todas as regiões do Brasil apresentaram aumento nos valores da cesta Abrasmercado.

Prato feito
O tradicional “prato feito” da população brasileira aumentou quase o triplo da inflação em um ano, de acordo com o levantamento do pesquisador e economista do FGV Ibre, Matheus Peçanha.

A cesta de 10 itens do prato feito apresentou subida de 22,7% no acumulado em 12 meses até julho deste ano. Já o Índice de Preços ao consumidor (IPC) da FGV elevou 8,75%.

Conforme o levantamento, os itens que puxaram o índice para cima foram: arroz (37,5%), tomate (37,24%), carnes bovinas (32,69%), frango inteiro (22,73%), feijão preto (18,46%), ovos (13,5%) e alface (9,74).

Dólar
Nesta quarta-feira (8), o dólar era vendido a R$ 5,2737, o que representa uma elevação de 1,90%.

Já na última segunda-feira (6) — um dia antes do feriado nacional de Independência do Brasil — a moeda norte-americana fechou em queda de 0,14%, a R$ 5,1760. Este resultado representa uma elevação de 0,12% no mês. Já no acumulado anual, o dólar teve diminuição de 0,22% em relação ao real.


Com informações do site: FDR, Silvio Souza