terça-feira, 14 de setembro de 2021

Empreendedora fatura R$ 1 milhão em 2020 com sex shop focado no público feminino


 
Foto: Reprodução

Abrir um sex shop nunca esteve nos planos de Giovanna Bessa, 22 anos. “Para mim, consumir produtos eróticos sempre foi um tabu. Tinha vergonha e medo de ser julgada”, conta ela. Foi justamente para quebrar este estigma e fazer com que as mulheres se sintam mais confortáveis em relação à sua sexualidade que Bessa abriu a Pink Room, sex shop voltada para o público feminino. Criada em abril de 2020, a marca ultrapassou o faturamento de R$ 1 milhão no seu primeiro ano. Hoje, a loja é responsável por quase metade da receita da empresa de lingeries da qual faz parte, a Strappy Co, também fundada pela empreendedora em 2015.

O empreendedorismo, porém, faz parte da vida de Bessa desde cedo. “Mesmo antes de saber o que era, eu já empreendia. Aos 7 anos, vendia desde brinquedos e roupas usadas até bolos caseiros para os vizinhos do prédio onde morava em São Paulo”, lembra. Durante a adolescência, a paixão continuou e, aos 15 anos, Bessa pagou parte de uma viagem internacional que fez com a família com o dinheiro que juntou vendendo capinhas de celular para os colegas da escola.

Durante esta viagem, em janeiro de 2015, a jovem de 16 anos viu uma oportunidade de mercado: sutiãs com múltiplas tiras. Na época, existia pouca oferta desses produtos no Brasil e Bessa decidiu investir neles. Com a mãe, que emprestou a ela R$ 5.000, buscou tecidos e costureiras para produzir os primeiros modelos. “Eram três: um preto, um branco e um vermelho. No início, eu vendia só na escola. Após divulgar em grupos do Facebook, porém, a demanda aumentou muito e decidi criar o site e a conta de Instagram da Strappy Co”. “Strappy” em inglês significa tira e, apesar de hoje a marca focar em outros modelos, o nome continua o mesmo.

Com o tempo, a marca cresceu, e Bessa decidiu focar cada vez mais no bem-estar feminino. Tirou os bojos e os aros dos sutiãs e investiu em tecidos macios, como rendas. Durante o período, a empreendedora chegou começar duas faculdades, porém decidiu abandonar os cursos para focar na empresa. Em 2019, buscando estudar o mercado, ela usou uma estratégia comum entre empreendedores: monitorar a concorrência. Neste momento, a jovem notou que outras lojas de lingeries estavam apostando no mercado de sex shops. “Percebi que era um setor em expansão e que vi uma chance de crescimento para a Strappy”, conta.

Apesar de visualizar a oportunidade, Bessa teve de superar alguns receios antes de abrir a loja. “Produtos relacionados à sexualidade feminina ainda eram um tabu para mim e acredito que para grande parte das mulheres. Além de a sociedade condenar o prazer feminino, a maioria dos sex shops são ambientes pouco convidativos para as mulheres. Por isso, muitas acabam nunca experimentando os produtos desse nicho”, argumenta. Mas isso não fez com que ela desistisse. Pelo contrário, a vontade de mudar essa realidade fez com que Bessa fosse adiante com os seus planos.

O impulso para tirar a ideia do papel veio no começo da pandemia. Para driblar as incertezas da crise e chamar a atenção das consumidoras, a jovem decidiu investir em novidades. A Pink Room, foi uma delas. Lançada em abril de 2020, a marca fez parte de uma estratégia para impulsionar as vendas no Dia dos Namorados. Mas, para a surpresa da fundadora, acabou se tornando muito mais do que a pop-up de ocasião. “Eu não imaginava que faria sucesso tão rápido. No dia do lançamento, os produtos esgotaram e atingimos o maior número de acessos no site até então”.

Com informações do site: revistapegn