terça-feira, 31 de agosto de 2021

Problemas Financeiros? Veja o que considerar antes de contratar um novo empréstimo


 
Foto: Reprodução
Segundo o Resultado Consolidado da Pesquisa Especial de Crédito publicada em julho deste ano pela Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN, o volume de concessões de crédito a pessoas físicas segue ganhando força e em crescimento nos últimos 12 meses, sendo o líder do crescimento do setor em 2021. Sabe o que isso significa? Que existe uma indústria bem estruturada e com metas bem definidas para aumentar o volume de empréstimos concedidos ao cidadão brasileiro e, consequentemente, o grau de endividamento das famílias. 

Existe uma cultura instalada na nossa sociedade que crê que problemas financeiros são resolvidos única e exclusivamente a partir da obtenção de mais dinheiro.

Diante da dificuldade de aumentar suas rendas a partir do trabalho, os brasileiros são assediados por ofertas de crédito cada vez mais facilitadas por bancos e demais empresas do setor. E, diante das pressões emocionais e financeiras, são levados a acreditar que pegar mais dinheiro emprestado é a única alternativa que lhes resta.

Não demora para encontrarem-se diante de uma verdadeira bola de neve de dívidas. Não é de surpreender que o total de inadimplentes no país tenha ultrapassado a marca dos 60 milhões, conforme consta no Mapa da Inadimplência no Brasil, publicado em maio/2021 pelo Serasa.   

Gerar dinheiro é sim um pilar importantíssimo para uma vida financeira saudável. Mas não é o único. É necessário haver também um controle financeiro adequado que contemple metas para o aumento da renda e para os gastos, tanto fixos, quanto variáveis.

Além disso, é muito importante começar a criar uma reserva tanto para lidar com eventos emergenciais, como também para a realização de sonhos e, assim, fugir das dívidas. 

No entanto, se você está em vista de contratar um empréstimo, não baseie sua decisão apenas no valor da parcela que cabe no bolso. Atente-se a todas as condições do contrato antes de assiná-lo. 

Relação Garantia x Taxa de Juros
Quanto mais forte a garantia de um contrato de empréstimo ou financiamento, menor a taxa de juros. E o contrário também é verdadeiro: quanto mais frágil a garantia de uma dívida, maior a sua taxa de juros.

Por exemplo, financiamentos imobiliários possuem uma garantia muito forte, que é o próprio imóvel financiado, logo, a taxa de juros cobrada é muito menor que as taxas do rotativo do cartão de crédito que não possuem nenhuma garantia, além da inscrição do CPF junto aos órgãos de restrição cadastral.

Da mesma forma, as taxas do crédito consignado são muito menores que as do crédito pessoal pois possuem como garantia o desconto em folha de pagamento. 

Relação Prazo x Valor Total Pago ao Final
Quanto maior o prazo, maior o valor total pago ao final do contrato. Prazos mais longos implicam em parcelas menores. Mas fique atento! Às vezes a redução no valor da parcela mensal em contratos de prazos mais longos não é tão expressiva em relação ao valor das parcelas em contratos com prazos menores, no entanto, o acréscimo no valor total pago acaba sendo muito maior.

Por isso, antes de assinar um contrato, sempre multiplique o prazo pelo valor da parcela para saber quanto será pago ao final e faça novas simulações. 

Com informações do site: fdr