segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Novo Bolsa Família deve funcionar de que forma?


 
Foto: Reprodução
Novo Bolsa Família deve funcionar de que forma? A um ano das eleições, o presidente Jair Bolsonaro pressiona sua equipe econômica para turbinar o Bolsa Família de forma a dobrar o valor médio do benefício, que hoje é de R$ 192, para alcançar os R$ 400. Mas todas as contas feitas até agora pela equipe econômica indicam que, sim, haverá um aumento importante, que elevará o valor médio para R$ 300. Porém, não será possível alcançar o valor pretendido pelo presidente. O novo Bolsa Família já tem até nome.

Será batizado inicialmente de Auxílio Brasil, uma marca que associa o programa criado e aperfeiçoado em governos anteriores ao auxílio emergencial, pago pela União para um número maior de pessoas, e com um valor bem superior, para minimizar a perda de renda dos brasileiros durante a pandemia.

O governo ainda deve ampliar de 14 milhões para 17 milhões o número de pessoas beneficiadas pelo programa, numa conjuntura marcada pelo aumento da pobreza e da desigualdade social. Mas, esse reforço no programa de transferência de renda tem um custo. A despesa anual com o Bolsa Família deve passar de R$ 30 bilhões para R$ 56 bilhões. A proposta também prevê pagamento de bônus com receita de privatizações. Mas, como ou sem privatizações, essa conta não fecharia com os recursos disponíveis atualmente no caixa do governo. Por isso, a equipe econômica decidiu incorporar uma fonte controversa de receita para dar conta do aumento do Bolsa Família.

Uma Proposta de Emenda Constitucional parcela as dívidas judiciais da União, os chamados precatórios. Medida que o ministro Paulo Guedes nega que seja uma calote, que é criticada por muitos economistas. A instituição Fiscal Independente do Senado, por exemplo, publicou nota técnica nesta quinta-feira, na qual afirma que a proposta é uma “contabilidade criativa dentro das regras do jogo, que indica disposição em não honrar compromissos reais”. No Ao Ponto desta sexta-feira, o repórter Manoel Ventura e economista Pedro Nery destrincham proposta que deve ampliar o valor do benefício e o número de famílias que recebem o programa de transferência de renda.

 Fonte: O Globo