segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Empréstimo do Bolsa Família: Veja os beneficiários quem pode contratar, juros, valor e mais!


 
Foto: Reprodução
O governo federal pretende realizar a permissão aos bancos de oferecerem crédito consignado, empréstimo com desconto em folha de pagamento, para beneficiários do Bolsa Família.O intuito é que as parcelas sejam descontadas do benefício e que sejam limitadas a 30% do valor da bolsa. O empréstimo compõe a série de novas medidas para a nova versão do programa.

A informação foi publicada pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, que teve acesso à Medida Provisória que trata da reformulação e da ampliação do Bolsa Família.

Pelas informações que foram antecipadas, o crédito só será concedido com a autorização do beneficiário. É previsto que os empréstimos sejam de até R$ 1 mil.

Quem conseguirá contratar o empréstimo do Bolsa Família?

Famílias com a renda mensal inferior a R$170;
Todas as crianças e jovens entre 6 e 17 anos que estiverem matriculadas nas escolas;
Participantes das ações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para saúde da mulher.

Como ter acesso ao empréstimo?

Ter renda própria, além do programa, validada em carteira assinada e comprovante de renda;
Possui um fiador;
Permitir a visita na sua casa de um fiscal do programa.
Como funcionará o pedido de empréstimo 
Agende uma visita de um agente da Caixa na sua casa, junto com seu fiador;
Aguarde 8 dias depois da visita do agente Caixa, que é o tempo de análise do empréstimo que você deseja realizar;
Caso tenha sido aprovado, espere a liberação do valor solicitado. Você receberá o dinheiro pela Caixa Econômica;
Assim que o dinheiro for liberado, ele estará disponível para sacar

Taxas de juros

A taxa de juros é determinada com base em vários critérios, como:

Valor que você deseja pegar emprestado;
Quantidade de parcelas;
Sua situação de renda.

O Ministério da Cidadania prevê a concessão de um consignado com taxação de 1,2% ao mês.

Quais instituições poderão oferecer o empréstimo

Ainda não se sabe quais instituições poderão oferecer a possibilidade de empréstimo. Porém, pelo texto, o Ministério da Cidadania deve determinar as condições do crédito e critérios para a celebração dos acordos de cooperação técnica entre a pasta e o maior número possível de bancos, a fim de promover a concorrência na oferta.
 
De acordo com o economista Eduardo Araújo, membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), a concessão do crédito consignado para os beneficiários do Bolsa Família pode acarretar em uma diminuição do valor que as famílias terão para arcar com o seu sustento mensal.

“Isso deixa o recurso que já é pouco, ainda menor. A retenção do valor será direto da fonte, assim como já é feito no empréstimo para aposentados. Isso implica em reduzir o poder de compra dessa família. A modalidade de crédito consignado mesmo sendo a menor taxa de juros do mercado, assim é elevada, em torno de 30% ao ano.” disse o economista Eduardo Araújo.

O valor médio do Bolsa Família é de R$200. O desconto de 30% desse valor acarreta em menos de R$60 na renda das famílias.

A medida também prevê o aumento do benefício, entre R$250 e R$300. A nova concessão de crédito tem o objetivo de promover aos beneficiários uma oportunidade de se emancipar do programa. 

O intuito é que o dinheiro seja um investimento destinado às pessoas empreenderem e terem condições de ganhar o seu próprio sustento. 

O economista destaca que, nesses casos, o uso do crédito “No caso de investimentos, essa aquisição de crédito pode ser vantajosa. Comprar uma moto ou uma bicicleta para oferecer um serviço de entrega, por exemplo, pode valer a pena, pois é algo que vai trazer um retorno financeiro”, diz.


Riscos de contratar o crédito

Apesar desses fatores, a contratação do crédito consignado tem seus riscos. Eduardo Araújo relata que os beneficiários podem ser mais vulneráveis e acabar se endividando ao realizar a contratação do empréstimo. 

“A oferta de crédito cai para pessoas que têm um nível de educação financeira muito baixo, então essas pessoas podem ter acesso a esse crédito por instituições que adotam estratégias de marketing e venda agressivas, e as famílias podem não ter uma noção muito clara do custo que esses empréstimos realmente têm”, disse Araújo. 

Se o beneficiário perder a concessão do Bolsa Família ele deve continuar pagando o empréstimo ao banco, mesmo sem o valor do benefício.

“Os beneficiários têm o compromisso financeiro com a instituição bancária. Isso independente de ainda receberem ou não o benefício. Dependendo do que foi acordado, pode ser que haja um prazo para que esse pagamento seja feito”.

Com informações do site: Rede Brasil News