terça-feira, 24 de agosto de 2021

Como trocar uma dívida mais cara por uma mais barata e economizar


 


Foto: Reprodução

Está endividado? Fique tranquilo. É possível trocar dívida cara por outra com taxa de juros mais baixas.

De modo geral, esse movimento nada mais é do que uma renegociação de débitos, normalmente caracterizada pela portabilidade de um passivo existente.

Essa operação financeira se dá entre as operadoras de crédito ou instituições financeiras e a migração da dívida tem por objetivo principal reduzir o custo da dívida.

Em outras palavras, trocar de dívida significa renegociar ou substituir as despesas pendentes por outra, preferencialmente com menores taxas de juros, tornando assim o débito mais fácil de ser liquidado.

Separamos algumas medidas práticas para te ajudar a reverter essa situação e gerenciar o seu orçamento com sabedoria.

Trocar dívida cara: primeiros passos
O País chegou ao fim do primeiro semestre de 2021 com a maior proporção de famílias endividadas em mais de uma década, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O total de 69,7% de brasileiros tinham dívidas em junho, uma alta de 1,7 ponto porcentual em relação a maio, quando essa proporção era de 68,0%.

Para essas pessoas, o primeiro passo para trocar dívida cara é verificar o valor atualizado do seu débito. Isso pode contribuir tanto para que o saldo devedor seja reconhecido, como também para determinar uma melhor proposta para saldar toda a dívida.

Para tanto, basta que o interessado entre em contato com o credor, solicitando junto aos bancos a atualização do débito pendente, incluindo as taxas praticadas, bem como os demais custos envolvidos.

Para isso, faça antes uma análise de suas contas. Separe cada uma delas e perceba o que de fato ainda falta para que suas dívidas sejam quitadas.

Identifique quais são as contas essenciais (água, luz, gás, condomínio e escolha dos filhos, por exemplo), os gastos extras que em alguns casos são supérfluos e todo o restante.

Confira as taxas e anote tudo o que você puder.  Para não ser pego desprevenido quando perceber um número diferente no meio das suas contas.

Depois some todas as suas dívidas, inclua contas novas e antigas que ainda não foram pagas e veja qual o real valor das suas despesas atuais.

Com isso, você conseguirá discernir o que fazer e tomar boas decisões para conseguir quitar essas dívidas.

Procure o gerente do seu banco
Procure o seu banco ou o credor e solicite a renegociação da sua dívida. Contudo, lembre-se que ter total esclarecimento a respeito dos valores de todas as taxas e entendimento sobre quanto você está devendo e quanto de fato consegue pagar atualmente é muito importante.

O banco obviamente exibirá uma proposta e, antes de aceitar e concordar com o que for passado a você, preste atenção se as taxas de juros do CET são menores do que aquelas que você está acostumado a pagar.

Veja também o valor das parcelas, nunca deixe de comparar esses números.

Ou seja, busque alternativas que sejam boas para ambas as partes, tente diminuir o valor das parcelas, conforme sua realidade, aumente o tempo de pagamento e se possível abata parte do valor para diminuí-la na renegociação.

Portabilidade de crédito: como fazer
Em suma, a portabilidade de crédito é na realidade uma transferência da dívida para um banco que oferece mais vantagens.

#1. Economia
Economizar uma grana é sempre necessário. Afinal, todo mundo tinha que ter aquela reserva para não ser pego desprevenido com alguma situação.

Os bancos buscam cada vez mais oferecer melhores condições aos seus clientes e algumas vezes isso acontece por meio de vantagens para quem tem a pretensão de economizar.

Por esse motivo, é bom estar sempre ligado nas oportunidades que eles oferecem para migrar o empréstimo pessoal e financiamentos.

As economias podem até facilitar no pagamento antecipado das prestações de um contrato atual.

#2. Unir as dívidas
Busque transferir seus contratos de empréstimos ou financiamento para um banco específico.

Isso auxiliará você a sempre lembrar das datas de vencimento dos boletos que precisa pagar e será melhor para
que mantenha sempre um controle de suas finanças.

Todos os problemas serão resolvidos em apenas um lugar e isso facilita muito.

#3. Liberação de margem consignável
Quando falamos de empréstimo consignado, a margem consignável significa o valor limite que pode ser comprometido com empréstimos e/ou cartões de crédito com desconto em folha de forma mensal.

Sendo assim, a margem disponível irá diminuir conforme o aumento do valor das parcelas mensais.

O que pode acontecer é que ao fazer essa troca da dívida menor no lugar de outra com juros menores, a margem também pode ser liberada.

Com isso, há mais chances de tomar um novo empréstimo, já que esse geralmente também é um dos critérios para a contratação.

Pague primeiro as dívidas com juros mais altos
Parece óbvio, mas muitas pessoas, quando estão endividadas, não sabem mais como administrar as contas ou qual a melhor forma de quitar dívidas. No entanto, quando se questionar sobre qual a melhor forma de quitar dívidas, priorize as com os juros mais altos.

Isso porque a tendência é que essas se tornem a famosa “bola de neve”, aumentando mensalmente e anualmente e fazendo com que você fique mais endividado. Portanto, anote todas suas dívidas, avalie as que têm juros mais altos e pague primeiro.

Com informações do site: Financeone