quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Bolsonaro nega auxílio emergencial “igual ao do ano passado”


 


Foto: Reprodução

Cobrado por reajustes no auxílio emergencial, Bolsonaro nega aumento das mensalidades. Nessa terça-feira (24), o presidente da república se pronunciou sobre a possibilidade de ampliar o valor do projeto. De acordo com ele, não há mais recursos para manter o abono como em 2020.

Há meses o governo federal vem liberando as parcelas do auxílio emergencial. Desenvolvido para minimizar os impactos do novo coronavírus, o projeto teve sua primeira rodada aprovada em abril de 2020 e desde então vem passando por uma série de reajustes fazendo com que sua mensalidade seja cortada em mais de 50%.

Valor se mostra insuficiente
Neste ano, o projeto voltou a ser ofertado também do mês de abril e nesse momento encontra-se na quinta parcela. Porém, sua mensalidade caiu de R$ 1.200 para R$ 375, no valor máximo.

Ao aprovar a extensão do auxílio emergencial, Bolsonaro criou três novas faixas de pagamento. Atualmente os segurados recebem:

R$ 150 para famílias com apenas uma pessoa
R$ 250 para famílias com mais de uma pessoa
R$ 375 para famílias lideradas por mães solteiras

Bolsonaro nega reajuste para aumentar o benefício
Diante dos cortes, a população passou a pressionar o governo para manter ao menos o valor mínimo aprovado em 2020, na época de R$ 600. Porém, Bolsonaro afirmou não haver a possibilidade de manter essa quantia.

“Quando a parcela era de R$ 600 por mês, nós nos endividamos na ordem de R$ 50 bilhões. É impossível continuar com essa política. Não basta a Casa da Moeda imprimir papel, precisamos que o campo produza e a cidade também”, disse o presidente em entrevista ao Canal Rural.

De acordo com ele, o pagamento do projeto foi responsável por ampliar o aumento da inflação. O gestor defende que nesse momento não é benéfico implementar um novo reajuste no programa.

Para Bolsonaro, a solução para a atual miséria e extrema pobreza que afeta o país é o retorno presencial das atividades. “Sem trabalho e sem renda morrerão de fome. O trabalho ajuda a prevenir as consequências mais nefastas da pandemia. Ter o corpo são é a melhor maneira de se imunizar contra tudo que está aí”, afirmou.


Com informações do site: fdr, Eduarda Andrade