domingo, 4 de julho de 2021

Associação prevê abertura de 630 mil vagas temporárias no próximo trimestre


 
(Tadeu Brunelli/Divulgação)
Mesmo após um ano de pandemia, o mercado ainda segue batendo recordes nas taxas de desemprego. No mês de junho o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados ainda mais preocupantes em relação ao ano de 2021. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a taxa de desemprego no Brasil subiu 14,7% no primeiro trimestre de 2021 e atingiu o recorde de 14,8 milhões de brasileiros desocupados. Diante desse cenário, trabalhos temporários se tornam a fonte de renda e, por isso, é previsto que muitas vagas abram nos próximos três meses. A  Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) prevê 630 mil oportunidades de emprego. 

Marcos de Abreu, presidente da Asserttem, afirma que as expectativas de 2021 superam a do ano anterior. "Se em 2020 a indústria foi quem puxou as contratações temporárias, neste segundo semestre de 2021 podemos destacar o papel do setor de serviços. Talvez este seja o ano deste setor, principalmente no que se refere aos serviços pessoais, como hotéis, empresas de aviação, salões de beleza e clínicas médicas, que com a retomada das operações devem voltar a contratar".

Vale destacar que o trabalho temporário atende todos os setores da economia - indústria, comércio e serviços. Para assim atender às necessidades de substituição transitória de pessoal permanente ou para demanda complementar de trabalho de forma rápida, eficaz e segura. A associação acredita que a antecipação da vacinação da população adulta (maiores de 18 anos) em diversos estados brasileiros pode surpreender positivamente em relação à contratação de temporários.

Para os meses de julho, agosto e setembro, a Asserttem espera um aumento de 20% nas contratações temporárias em comparação com o mesmo período de 2020, o que representa a criação de mais de 630 mil vagas. Em 2020, o 3º trimestre gerou 530.840 vagas temporárias.

O especialista em empreendedorismo João Diniz afirma que não vê diferença na maneira que a pessoa se apresenta para uma vaga temporária ou fixa. “Considero os mesmos atributos necessários para ambas. Principalmente, porque alguém que inicia temporariamente, se trabalhar bem, terá grande chance de se tornar fixo”.

Com a alta no número de desempregados, os candidatos almejam a efetivação, de acordo com o presidente da associação. "A taxa de efetivação dos temporários segue em 22% e os contratos têm durado mais do que o normal, 105 dias, em média".
Como se preparar

Para garantir uma boa impressão, é preciso estar preparado para entender o que o mercado espera dos candidatos temporários. “A primeira recomendação vale para a entrevista de trabalho e para qualquer situação na vida, cordialidade e boa educação sempre. O tempo todo. Importante também, é que o candidato se apresente bem, vestido cordialmente, Isso mostra respeito e consideração que são qualidades fundamentais para todo empregador”, afirma Diniz.

É recomendado que o candidato entenda mais sobre a empresa e entenda a função que vai exercer. “Estude um pouco sobre a empresa que se deseja obter a vaga, e se possível estudar um pouco sobre o segmento. O entrevistador apreciará verificar o que a pessoa entende sobre a vaga que busca conquistar”, diz o especialista.

Para passar uma boa impressão através do currículo seja direto nas informações. Os recrutadores gostam de candidatos sucintos e diretos. “Recomendo começar com o trabalho mais recente. E sem muitos adjetivos, informar de modo sintético o que fazia. Eu contrato verificando a capacidade de ação da pessoa. E isso verifico através do entendimento real do que o profissional fazia anteriormente”, informou Diniz.

Com informações do site: MEIA HORA