domingo, 30 de maio de 2021

Valor do 13° salário do INSS pode ser investido e aumentar rendimento


 
Foto: Reprodução

A primeira parcela do 13º salário paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), correspondente a 50% do valor pago ao segurado no pagamento tradicional. E neste mês de maio de 2021, começou a ser pago na terça-feira (25). 

Esse crédito é pago normalmente em agosto e novembro, mas foi antecipado. De acordo com o INSS, 31 milhões de segurados receberão a primeira parcela do abono, o equivalente a R$ 25,3 bilhões. Com isso, a  folha de pagamentos de maio injetará na economia R$ 76,3 bilhões.

Quem pode receber o abono?

Mesmo sendo um benefício garantido pela previdência, nem todos os seus segurados terão acesso. Por exemplo, queles que recebem salários referentes ao BPC, não têm acesso valor, tendo em vista que o programa é de um pagamento assistencial. Assim, recebem o abono aqueles vinculados ao:

Auxílio-doença;
Auxílio-acidente;
Aposentadoria;
Pensão por morte;
Auxílio-reclusão;
Salário-maternidade.
Qual valor do 13° salário do INSS
O valor varia de acordo com o valor recebido na parcela regular do benefício, mais 50% dessa quantia. Por exemplo, quem ganha até R$ 1.100 vai receber em maio R$1.650.

Na segunda parcela há ainda o desconto do Imposto de Renda para quem é contribuinte. Nesse caso, o valor fica menor que o pago em maio.

Como investir o pagamento do 13° do INSS

Os beneficiários podem aplicar o recurso, já que hoje há alguns investimentos de valores baixos como explica Marina Braga. Ela é gerente de alocação do escritório de investimentos BlueTrade, e concedeu entrevista ao portal R7.

“Atualmente, há uma série de aplicações com valores iniciais bastante baixos. Além disso, as plataformas de investimento facilitaram muito o acesso para os iniciantes.
O Tesouro Direto, por exemplo, tem um aporte mínimo de R$ 30 e mesmo alguns fundos têm aplicações a partir de R$ 100. O importante é sempre poupar e investir esses valores.”, disse.

Apesar disso, ela orienta que seja realizada uma pesquisa prévia antes do investimento. “Um erro comum é escolher um produto que o investidor não conhece bem ou que não é adequado ao seu perfil. Nesses casos, o maior risco é resgatar no pior momento”, diz.

Outra recomendação é que o pensionista use o dinheiro para fazer uma reserva de emergência.

“É aconselhável sempre ter entre 6 e 12 meses das despesas mensais em um investimento líquido e com baixo risco, como o Tesouro Selic. Se eu tenho uma despesa mensal de R$ 1 mil, por exemplo, devo ter entre R$ 6 mil e R$ 12 mil para eventuais imprevistos.”, afirmou.

Com informações do site:  fdr - Jheniffer Freitas