domingo, 2 de maio de 2021

Trabalho por conta própria é alternativa na pandemia


 
Foto: Reprodução
Além das mudanças no comportamento e na qualidade de vida de muita gente, a pandemia causada pela Covid-19 acertou em cheio a economia. O distanciamento social, necessário no enfrentamento ao inimigo invisível e letal, impôs restrições para os setores da indústria, comércio e prestação de serviço.

A queda na produtividade trouxe a reboque o aumento do desemprego. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) apontam que, em 2020, a média de desocupados no Brasil foi de 13,4 milhões de pessoas, aumento de 6,7% em relação ao ano anterior e a maior média desde 2012, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a fazer o levantamento. O setor de comércio e o de serviços – como restaurantes, hotelaria e viagens – foram os mais afetados.

No Espírito Santo o cenário também é preocupante. Segundo a Pnad-C realizada nos três últimos meses de 2020, 279 mil pessoas no estado estavam sem trabalho. Quantitativo superior ao mesmo período de 2019, quando eram 222 mil desempregados.

Trabalho por conta própria
Diante do cenário desafiador no mercado, muita gente acabou vendo no trabalho por conta própria uma saída para driblar a crise. Ainda segundo a Pnad-C, esse contingente no Espírito Santo era de 494 mil pessoas entre outubro e dezembro de 2020, maior que os 481 mil do trimestre anterior.
Muitas dessas pessoas, não exatamente por vocação, mas muitas vezes movidas pela necessidade, encontraram no momento adverso uma oportunidade de mudança de vida e, em alguns casos, de crescimento profissional.

Parte desse segmento é formada pelos microempreendedores individuais (MEIs), uma atividade formal e que possibilita mais segurança para os autônomos. De acordo com o site DataSebrae, o Espírito Santo fechou 2020 com 303 mil registros nesta categoria, 60,8 mil a mais que o saldo de 2019, quando eram 242.409 microempreendedores individuais.
Cerca de 16 mil formalizações como MEI em 2020 ocorreram no início da pandemia, entre 31 de março e 1° de agosto.

Essa categoria é para quem tem um negócio que fature até R$ 60 mil ao ano. Nesse caso, o empreendedor tem baixo custo de contribuição (em torno de R$ 86 por mês), registro gratuito e totalmente on-line, registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), simplificação tributária, benefícios trabalhistas e acesso ao crédito com menos burocracia.

Com informações do site: afolhaonline