segunda-feira, 31 de maio de 2021

Taxa de desemprego bate recorde e atinge 14,8 milhões de brasileiros, segundo IBGE


 
Foto: Reprodução
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recorde no número de desemprego atinge uma relevante parcela da população do país, somando 14,8 milhões de brasileiros. Quando comparado esse cenário ao quarto trimestre de 2020, notou-se um aumento de 880 mil pessoas que estão à procura de emprego no Brasil, tendo assim uma elevação de 6,3%. 

Ademais, outro número que bateu recorde foi de pessoas que buscam por vagas de empregos, todavia, desistiram após o tempo de procura, sendo estes somando, 5,970 milhões de cidadãos. O percentual de desalentados na força de trabalho atingiu 5,1%. Lembrando que IBGE só considera desempregado, aqueles que procuraram de fato emprego 30 dias antes da pesquisa, ou seja, há gente que pode não ter sido enquadrada, além de pontuar que a taxa só não é maior por conta da desistência de muitos por vagas empregatícias.  

Segundo a analista, Adriana Beringuy, apesar dos recordes negativos, este resultado já era esperado, a previsão apontava para taxa de exatos 14,7% ao final de março, conforme pesquisa da Reuters. 

“O primeiro trimestre de cada ano, como a gente já viu em outros anos, é um período de aumento da desocupação. Ou seja, não é um movimento específico deste ano, mas um comportamento relativamente esperado para este trimestre do ano. Mas, essa sazonalidade pode estar sendo aumentada pelos efeitos de 2020 sobre o mercado de trabalho”, afirma Beringuy.

Outros destaques da pesquisa 
Alta na taxa de desemprego de jovens entre 18 e 24 anos, (31%);
Estabilidade no trabalho informal;
Redução nos postos de trabalho, caiu cerca de 6.600 milhões no período referente a um ano;
Estabilidade na massa de rendimento real;
Crescimento na taxa de desemprego da mulher, (17,9%);
Desemprego mais alto para brasileiros que não concluíram o Ensino Médio (42,4%), quando comparado aos cidadãos com superior completo (8,3%)
Aumento no número de trabalhadores por conta própria, o crescimento corresponde a 565.000 brasileiros em apenas 3 meses. 

Vale ressaltar, que este último foi a única categoria do trabalho que teve crescimento no primeiro trimestre de 2021. 
Aumento de trabalhadores por conta própria
A partir da falta de vagas disponíveis no mercado de trabalho, o brasileiro viu nas atividades por conta própria a solução. O número de cidadãos que optaram por essa modalidade para garantir sua renda, avançou 1,4% quando comparado ao quarto trimestre de 2020. Desta forma, cerca de 252 mil trabalhadores migraram para esta condição até o final de março, conforme a Pnad contínua. 

“A população ocupada vinha sendo puxada pela informalidade. Como a informalidade não cresceu e a população ocupada ficou estável [estatisticamente], não dá para saber se a queda da informalidade está só relacionada à sazonalidade ou à piora da pandemia” diz Adriana Beringuy.

Diminuição nas vagas do comércio
Vale destacar, que o setor comercial foi o que perdeu mais vagas quando comparado ao primeiro trimestre de 2020, sendo assim, marcado por uma queda de 9,4%, possuindo 1,600 milhões de pessoas a menos, possuindo os postos referentes a esse setor. Contudo, no que diz respeito à agricultura, houve um aumento de 329 mil pessoas.   

Massa de rendimento real  
A massa de rendimento real habitual, considera a soma dos salários de todos os trabalhos (formais, informais, avulsos, etc.). Explicado isso, o número recebido por pessoas ocupadas no país, no primeiro trimestre deste ano, teve uma queda de 1,5% quando comparado ao quarto trimestre de 2020, contabilizando R $3,159 bilhões a menos. Quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado, a diferença é ainda maior, sendo de R $15,205 bilhões a menos. 

Apesar disso, segundo IBGE, a queda é estável, estatisticamente falando. O valor referente ao primeiro trimestre de 2021, corresponde a R $212,514 milhões.



Com informações do site: Jornal Contábil