sexta-feira, 21 de maio de 2021

Sem auxílio emergencial de R$ 600, mulher passa a morar com marido e filho na rua: ‘É um pesadelo’


 
Foto: Reprodução
A perda de renda fez com que Tainá Rodrigues, de 29 anos, se deparasse com uma dura realidade: morar na rua. Ela vivia com o marido e o filho de 2 anos no Rio Grande do Sul. Após perder o emprego na pandemia, o casal conseguiu se sustentar durante alguns meses graças ao auxílio emergencial.

Quando o benefício foi suspenso, em dezembro de 2020, Tainá se mudou com a família para São Paulo na esperança de conseguir um novo emprego e um lugar para morar. Sem perspectivas e sem ganhar dinheiro, eles passaram a morar em uma barraca no centro da capital paulista.

“No começo ainda dava para pagar o aluguel, mas o valor foi baixando e não dava mais. A única opção que nós tínhamos era a rua. Pode ser uma coisa boba, mas sinto falta até de de abrir a torneira e ver aquela água descendo, de lavar a louça, de ouvir música e o meu filho brincar sem medo de um carro passar. Eu sinto falta disso, não é de luxo”, conta Tainá.
 
Há quatro meses morando na rua, ela relata as principais dificuldades de não ter para onde ir: “É muito difícil estar dormindo e ouvir um barulho. Você pensa que alguém está querendo roubar sua barraca. A gente não dorme, é um pesadelo."
 
Este mês, Tainá volta a receber a primeira parcela do novo auxílio emergencial de 2021, no valor de R$ 150. O primeiro objetivo é comprar as fraldas do pequeno Davi. “Antes, com R$ 600, eu conseguia pagar o aluguel e encher a geladeira. Agora, com R$ 150, só consigo comprar duas sacolinhas. Ainda sobraram R$ 80, vou tentar conseguir passar o resto do mês.”

Com informações do site: Expressão Sertão