domingo, 30 de maio de 2021

Novo Bolsa Família: Governo pode permitir inscrição via aplicativo


 
Foto: Reprodução

O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal, pode sofrer grandes mudanças em breve. Uma das alterações em análise é a inclusão da possibilidade da população em situação de pobreza e extrema pobreza fazer sua inscrição pela internet.

A programa é extremamente importante para combater a vulnerabilidade socioeconômica no país. O objetivo do Bolsa Família é garantir o acesso dos mais pobres à alimentação, educação e saúde, o que se tornou de grande importância especialmente em tempos de pandemia.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, além de mudanças nos valores do benefício, o governo quer permitir a realização de inscrições pela internet. Hoje, para se cadastrar, uma família precisa ir pessoalmente a um Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

“Está quase pronto também a questão do novo Bolsa Família. E mais ainda, brevemente a inclusão no Bolsa Família não será mais procurando prefeituras pelo Brasil. Será feito através de um aplicativo”, disse o presidente.

O que ocorre é que esses centros ficam localizados, geralmente, nas grandes cidades brasileiras.
Por isso, muitos cidadãos não conseguem nem mesmo se cadastrar no Cadastro Único de Programas Sociais para tentar uma aprovação no Bolsa Família.

Ex-secretária rejeita substituição

A ex-secretária nacional de Renda e Cidadania, Letícia Bertoldo, afirmou que não apoia a mudança, especialmente porque essa parcela da população pode não ter acesso à internet. Segundo ela, a medida irá “apartar ainda mais o Estado da população mais pobre”.

Para Bertoldo, o atendimento pode sim ser ampliado para o aplicativo, mas deve ser mantido pelas prefeituras em postos físicos.
O motivo é que esses locais de atendimento à população vulnerável também são responsável por prestar assistência social de acordo com a necessidade de cada família, por isso são importantes para a integração desse grupo com o restante da população.

“A digitalização pode ser uma aliada em complemento à atuação presencial do estado, e não em substituição”, defendeu.

Com informações do site:  editalconcursosbrasil - LORENA DE SOUSA