segunda-feira, 24 de maio de 2021

Novo Bolsa Família começa no segundo semestre de 2021; o que muda?


 
Foto: Reprodução
Governo federal anuncia mudanças para o Bolsa Família a partir do mês de agosto. Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre seu projeto de reformulação do BF. Entre as novidades, haverá a digitalização do cadastro e o aumento no valor dos abonos concedidos. Acompanhe.
Considerado o principal projeto social do país, o Bolsa Família deverá passar por algumas mudanças em 2021. Atendendo aos interesses do atual governo, o projeto deixará de operar nos centros de atendimento social municipais, tendo seu cadastramento inteiramente digitalizado.


Criação de um novo aplicativo
Segundo as informações já concedidas por Bolsonaro, a equipe do ministério da cidadania vem trabalhando para elaborar um novo aplicativo para o programa. A ferramenta funcionará não só para acompanhar o andamento do benefício, como também para fazer a inscrição de novos segurados.

A ideia é que o processo de entrada no projeto ocorra exclusivamente pelo aplicativo, o que desobriga as prefeituras e governos estaduais em monitorarem e acompanharem a pauta.

A ação, no entanto, não foi vista positivamente pelos demais gestores, que afirmam haver uma centralização do Bolsa Família como uma política de governo.

Reajuste nos salários
Outra grande promessa do presidente foi a correção nos atuais salários concedidos. De acordo com ele, o valor de base do Bolsa Família subirá para R$ 250, estando atualmente em uma faixa de R$ 190.

Além disso, o gestor anunciou a concessão de novos abonos, sendo eles:

Valor do auxílio-creche mensal para cada criança seria de R$ 52,00
Bônus anual para o melhor aluno de R$ 200,00
Bolsa mensal de R$ 100,00, mais um prêmio anual de estudante científico e técnico de destaque de R$ 1.000,00.
Renovação nas regras de entrada e saída do programa
Atualização nos critérios mínimos de renda para inclusão no projeto
Ampliação do Bolsa Família
Por fim, há ainda um debate sobre a alteração na faixa mínima de renda de R$ 89 por cidadão. O governo quer aumentar o valor para aproximadamente R$ 100, o que permitirá que um novo grupo passe a ser contemplado.

De acordo com as estimativas da agenda federal, a implementação de tais mudanças passará a ser aplicada a partir do mês de agosto, com o fim do auxílio emergencial.


Com informações do site: fdr