sexta-feira, 21 de maio de 2021

Ministério da Cidadania já está criando o Substituto do auxílio emergencial e Bolsa Família. Veja.


 
Foto: Reprodução
O Ministério da Cidadania está pesquisando um projeto que visa a criação de um novo programa assistencial. A ideia é que isso substitua o auxílio emergencial e o Bolsa Família. Além disso, você terá um pagamento com um valor maior.

Segundo o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), o projeto de um novo programa que substituirá o auxílio emergencial e o Bolsa Família será entregue até julho. Dessa forma, isso será pago a partir de agosto, ou seja, após o término do auxílio emergencial. Segundo Bezerra, o novo programa beneficiará mais famílias em situação de vulnerabilidade social. 

Além disso, há a possibilidade de o valor ser aumentado também. Atualmente, a média paga no Bolsa Família é de R$ 192 e o auxílio emergencial é de R$ 250.

Vale ressaltar que o Ministério da Cidadania é a pasta responsável pela análise do projeto. Assim, podem ser utilizados R$ 35 bilhões em dinheiro, destinados ao Bolsa Família. Em seguida, não afetará os cofres da União nem precisará se retirar de outros programas. Isso porque 10 milhões de beneficiários do Bolsa Família estão recebendo auxílio emergencial. Portanto, a maior parte do valor destinado ao pagamento dos quatro meses é economizada.

Renda Brasil e Renda cidadã
No ano passado, o governo tentou substituir o Bolsa Família por Renda Cidadã e Renda Cidadã. No entanto, ambos os programas não potencializaram por falta de recursos. A ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, para a Renda Brasil era acabar com os programas existentes para financiar o novo.

Nesse caso, foi proposto o congelamento de pensões e pensões do INSS por dois anos, unificação de benefícios como abono salarial, salário-família, entre outros. Guedes também sugeriu o fim da farmácia popular.

Após o cancelamento dessa proposta, foi a vez do senador Márcio Bittar (MDB-AC) sugerir um novo programa, o Renda Cidadã. Mas, isso teve a ideia de usar como recurso os precatórios e parte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

No entanto, todas as sugestões foram criticadas por parlamentares, economistas e até pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido). O chefe do Executivo, depois de muitas críticas populares, disse que "não vou tirar dos pobres para dar o paupérrimo".

Por essa razão, o presidente proibiu ministros e apoiadores de seu governo de falarem sobre um desses programas. Além disso, garantiu o pagamento do Bolsa Família este ano e afirmou que seria ampliado.

Bolsa Família 2021
O presidente Bolsonaro informou nos últimos dias que o Bolsa Família será ampliado a partir de agosto ou setembro. Assim, será após o término do pagamento das quatro parcelas do auxílio emergencial.

A ideia do chefe do Executivo é que a média salarial seja ampliada. Atualmente, a média paga aos 14,6 milhões de beneficiários é de R$ 192. A meta é que esse valor seja de R$ 250, ou seja, igual à média paga no auxílio emergencial 2021.

Assim, os 10 milhões que recebem auxílio emergencial não sofrem com o fim dos pagamentos. Para isso, está sendo pensado para criar outros benefícios dentro do programa, como auxílio creche e incentivo a bolsas de estudo para educação, esporte e ciência.

Prorrogação do auxílio emergencial 2021
A nova rodada de pagamentos só foi aceita pelo governo após muita pressão dos parlamentares.  Em seguida, foram garantidas quatro parcelas, com valor variável.

Vale lembrar que as parcelas mudam de valor, de acordo com a composição familiar.
Portanto, recebe R$ 150 para pessoas que moram sozinhas. Famílias compostas por duas pessoas ou mais recebem R$ 250, sem direito a cumulativo. Já as mães, chefes de famílias de pais solteiros, recebem a parte do maior valor, ou seja, R$ 375. Os depósitos continuam até julho, com saques disponíveis no mês seguinte, dependendo do calendário.

No entanto, com o avanço da pandemia Covid-19 e o aumento das mortes pela doença, o governo já está sob pressão para estender o auxílio. O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que há a possibilidade de prorrogação por mais alguns meses, se houver necessidade.

Com informações do site: Rede Brasil News