terça-feira, 4 de maio de 2021

Empréstimo no BNDES: Tudo que você precisa saber sobre novo pagamento


 
Foto: Reprodução
Na última quinta-feira, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma nova rodada de suspensão temporária de pagamentos de empréstimos. Conforme a medida, a suspensão do empréstimo no BNDES valerá para os micro e pequenos empreendedores.

Os beneficiados pela medida serão todos os microempreendedores, de diversos setores econômicos, que obtiveram financiamento do BNDES por meio de instituições financeiras credenciadas.

Assim como ocorreu nas rodadas anteriores, o período de pausa sem pagamento será de até seis meses. Além disso, esta nova rodada possibilitará a prorrogação do prazo total de financiamento em até 18 meses. Esta novidade não está prevista no congelamento feito no ano passado.

O BNDES estima que mais de 100 mil empresas poderão ter a suspensão dos pagamentos. O valor potencial calculado é de R$ 2,9 bilhões. As operações dessa modalidade de crédito, contratadas em Taxa de Longo Prazo (TLP), poderão ter a prorrogação do prazo final por até 18 meses.

No ano passado, o BNDES disponibilizou duas rodadas de suspensão de pagamentos — conhecida no mercado como standstill. No total, houve R$ 3,1 bilhões em pagamentos de financiamentos indiretos automáticos suspensos.

Quase 29 mil empresas foram beneficiadas com as soluções oferecidas em 2020. Há a estimativa que os clientes beneficiados com a ação empreguem 2,5 milhões de trabalhadores.

De acordo com o BNDES, a decisão recente foi tomada por conta da duração dos efeitos da pandemia de covid-19 sobre a economia brasileira neste ano.

Segundo o diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto, Bruno Laskowski, a medida seria um “alívio no caixa” para as micro e pequenas empresas. Com a medida, ele acredita que estas empresas terão maiores chances de superarem a crise e manterem empregos.

Como solicitar a suspensão do empréstimo no BNDES
Os micro e pequenos empreendedores poderão negociar a suspensão das prestações diretamente com o agente financeiro que concedeu o financiamento original.

O BNDES destaca que não estão incluídos nessa possibilidade os empréstimos tomados na modalidade do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC) ou quaisquer outros que contam com algum fundo garantidor ou subvenção econômica.

Também estão de fora aqueles tomados para negócios envolvendo comércio exterior ou contratados pela administração pública, e dívidas agrícolas já renegociadas.

BNDES anuncia mobilização de R$ 400 milhões em fundo de crédito para MPMEs
Na última segunda-feira (26), o BNDES revelou que fará um aporte de R$ 225 milhões em outro fundo de crédito.

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Captalys MPME oferecerá financiamentos a micro, pequenas e médias empresas brasileiras por meio da plataforma eletrônica da fintech Tomático.

O banco estima que 22,4 mil MPMEs e profissionais autônomos de diversos setores sejam beneficiados com as mudanças no empréstimo do BNDES.

Esta iniciativa acontece no âmbito da Chamada Pública para Fundos de Credito para MPMEs, que foi lançada em maio do ano passado. O FIDC Captalys MPME receberá os recuros do BNDES por meio da subscrição de cotas do fundo.

Segundo informado, a operação ainda contará com o aporte de R$ 167 milhões do Fundo Captalys Orion FIC FIM CP4. Também haverá aporte de R$ 8 milhões da própria gestora Captalys. No total, haverá um capital mobilizado de R$ 400 milhões.

O primeiro fundo de crédito que foi investido pelo BNDES foi o CashMe-Plural. Esta operação aconteceu no início de março, com o recebimento de aporte de R$ 487 milhões.

No total, outros nove FIDCs poderão obter apoio, somando o valor total de até R$ 4 bilhões. Com a chamada pública, o BNDES projeta alcançar por volta de 100 mil empresas, com financiamentos por meio de uma maquininha — por marketplace ou via fintech — mesmo que o empreendedor não seja bancarizado.

De acordo com o Diretor de Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, a ampliação dos canais de crédito a pequenos e médios negócios brasileiros complementa a oferta de crédito disponibilizada pelo sistema financeiro.


Com informações do site: FDR