terça-feira, 13 de abril de 2021

Pedro Guimarães, presidente da Caixa afirma; Não subirá taxas do crédito imobiliário tão cedo e lançarei mega operação de microcrédito.


 
Foto: Reprodução
Mesmo com a Selic aumentando 0,75 ponto percentual para 2,75% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), e às vésperas de uma nova alta na próxima reunião de maio, Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, disse em entrevista ao InfoMoney que o banco não deve elevar a taxa de juros sobre o financiamento imobiliário tão cedo.


"No momento não discutimos um aumento nas taxas de juros. Poderemos fazer ajustes, mas por enquanto não teremos taxas mais altas. [...] Mesmo com um potencial aumento da taxa em breve, não vamos [vamos aumentar as taxas]", disse o executivo em live realizada na sexta-feira (9).
Hoje, a Caixa possui quatro linhas de financiamento imobiliário: a mais tradicional, atrelada à Taxa Referencial (TR), atualmente zero, mais uma taxa fixa; o vinculado ao IPCA; um terço e mais recente, vinculado à remuneração da poupança; e o modo não indexador, que tem uma taxa fixa.



Por que a Caixa deve manter os juros mesmo com a Selic mais alta?

Durante a live, Guimarães explicou como cada uma das linhas funciona para explicar por que não prevê aumento das taxas por enquanto. Ele disse que tanto a opção atrelada à poupança quanto a atrelada ao IPCA têm indexadores que naturalmente acompanham os aumentos da Selic. A linha indexada à TR também tende a subir quando a Selic aumenta, mas o impacto do aumento dos juros básicos na TR é menor.



De qualquer forma, as três modalidades também possuem taxas fixas, além de indexadores e, segundo o presidente da Caixa, os juros prefixados não devem ser alterados por enquanto.
"Esse movimento do Banco Central [para elevar a Selic] teve dois efeitos: reduziu a taxa de câmbio, e, em segundo lugar, manteve a expectativa de taxas mais longas de ID (Depósitos Interbancários), que são as mais importantes. Havia uma expectativa do mercado de que se não houvesse aumento da Selic a curto prazo, poderíamos ter um aumento da inflação em três, quatro anos [mas isso não se concretizou, já que o BC subiu para a Selic]", explicou.



Basicamente, essas taxas de juros mais longas são formadas a partir de negociações que acontecem com IDs futuros, ou seja, com títulos cujas taxas são baseadas nas expectativas dos investidores sobre o interesse do país no futuro. Portanto, a chamada curva de juros futuro é uma espécie de termômetro que mostra o custo do dinheiro no longo prazo.



A decisão do BC de elevar a Selic acima do esperado reduziu as expectativas de inflação para o futuro (à medida que as taxas de juros mais altas ajudam a conter a inflação).

Com informações do site: brasil news