quarta-feira, 24 de março de 2021

Remédios têm aumento de 4,88%; veja como comprar mais barato


 
Foto: Reprodução
Neste ano, os remédios têm aumento de 4,88%. Importante saber que esse é o reajuste máximo que pode ser aplicado sobre os preços. Ele foi liberado pelo governo federal  e está valendo desde o dia 15 de março.

Mas nem todos os medicamentos são reajustados nesse nível nem de forma imediata em todas as farmácias. Especialmente nas que contam com bons estoques de produtos, adquiridos por preços antigos, portanto mais baixos.

Há ainda outro fator determinante para que os remédios não fiquem 4,88% mais caros: a concorrência, que tem aumentado de forma vertiginosa nos últimos anos. Em cada esquina há uma farmácia, em um quarteirão, duas ou três.

Remédios com desconto

É preciso defender o bolso. Mais ainda no caso de quem precisa comprar regularmente os medicamentos, por causa de doenças crônicas.

À medida que o total gasto com remédios vai engolindo uma parte maior do orçamento, mais criterioso o consumidor tem de ficar na hora da compra. Saber quanto custa determinado medicamento é ferramenta indispensável para defender o bolso.

Portanto, um primeiro e importante passo é fazer uma pesquisa de preços. No site da Anvisa existe uma lista de Preços Máximos que podem ser cobrados em cada medicamento, http://portal.anvisa.gov.br/listas-de-precos. Assim, a consulta vai evitar que você pague um preço abusivo pelo remédio.

Entrar em sites que fazem comparativos de preços de remédios pode ajudar a fazer uma boa economia. Há vários deles.
Entre os mais populares estão:


O “Consulta Remédios” também é aplicativo e pode ser baixado no celular, assim como o FarmaZap.

Vá atrás dos descontos
Com o aumento de 4,88% nos remédios, além de buscar os preços mais interessantes por meio de pesquisas, vale a pena procurar descontos oferecidos pelos laboratórios, que podem chegar a 75% no preço do medicamento para qualquer pessoa, independentemente de idade ou da renda familiar.

Para ter mais informações e se cadastrar é preciso entrar no site do fabricante e ter em mãos a receita, seu CPF e número do registro do médico no Conselho Regional de Medicina, o CRM.

É possível também fazer o cadastro na própria farmácia no momento da compra ou pedir descontos oferecidos pelos convênios médicos. Vale sempre perguntar a seu médico sobre os laboratórios que oferecem facilidades.

Optar pelos genéricos também pode resultar em economia de até 35% em relação aos chamados remédios de referência, sendo que ambos devem seguir a mesma fórmula.

Programas públicos para remédios mais baratos
Já foi o tempo em que a população podia contar com uma assistência mais ampla do governo federal em relação a medicamentos.

O programa “Farmácia Popular” é mantido apenas em farmácias que exibem o cartaz “Aqui tem Farmácia Popular”. A distribuição inclui somente 25 remédios para doenças crônicas como diabetes, asma e hipertensão.

Para conseguir o remédio na rede particular é preciso apresentar CPF, receita médica com prazo de validade de até 120 dias depois de passada pelo médico e um documento com foto.

Já o governo do Estado de São Paulo mantém o Programa Dose Certa, que distribui remédio gratuito, desde que receitado por médico do serviço público de saúde.

Ele distribui remédios para o tratamento de doenças comuns e de seus sintomas, como verminoses, febre, dor, infecções, inflamações, pressão alta e doenças do coração e anticoncepcionais pelos postos de saúde.

Prefeituras também oferecem medicamentos gratuitos a pacientes cadastrados que apresentem receita com dados do médico.

Em São Paulo, o programa chama-se “Aqui tem remédio” e por meio de aplicativo oferece informações sobre onde o remédio pode ser encontrado.

Toda e qualquer iniciativa para pagar menos pelos medicamentos é válida e saudável para o orçamento, até porque o reajuste tanto dos remédios quanto de uma série de outros produtos e serviços vêm correndo acima da inflação e sempre pesando no bolso do consumidor

Com informações do site: DCI