domingo, 14 de março de 2021

O que muda com a aprovação para nova margem do consignado no INSS?


 
Foto: Reprodução
Margem do empréstimo consignado é alterada pelo governo. Na última semana, o senado aprovou um projeto de lei que tem como finalidade aumentar de 35% para 45% o limite de crédito a ser solicitado por servidores públicos e segurados do INSS. Diante disso, a população agora passa a ser acesso a valores maiores pelos bancos.

O empréstimo consignado nada mais é do que uma linha de crédito onde o valor a ser cobrado é descontado diretamente do salário de seu contratante. Trata-se de um serviço bancário cujo o público alvo são servidores públicos ou aposentados e pensionistas do INSS.

Sua principal vantagem é que as taxas de juros estão entre as mais baixas do mercado. Por ter o valor cobrado diretamente descontado da fonte de renda do cidadão, os bancos operam com uma maior segurança financeira, permitindo assim uma redução nas tarifas extras.

Até então, para solicitar o crédito pelo empréstimo consignado era preciso calcular a média salarial recebida pelo titular, havendo um limite de comprometimento de 35% da renda. Porém, agora essa margem foi reajustada para 40% o que significa que repasses maiores passarão a ser concedidos.

Reajuste no empréstimo consignado
A decisão de ampliar o valor a ser solicitado foi tomada pelo governo federal sob a justificativa de que a iniciativa ajudaria esse grupo a enfrentar a crise econômica do novo coronavírus.

Os representantes políticos defenderam que com a limitação no crédito, a população estaria pagando taxas de juros maiores em outras modalidades bancárias.

Diante da aprovação do novo limite de 40% para o crédito consignado, o cidadão agora deve fazer os cálculos considerando que 5% dessa porcentagem permanecem destinados à modalidade de cartão de crédito consignado.

Relator do projeto no Senado, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) reforçou que a proposta não é a ideal para esse momento de crise, mas que foi a principal alternativa encontrada para garantir a rotatividade econômica desse grupo:

— Se o aposentado e o pensionista não tiver como buscar o consignado, iria recorrer à rede bancária e se endividar ainda mais. Não é o ideal, mas é o que se pode fazer.

Redução nas taxas de juros
De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins, a medida deve ser vista de forma positiva, tendo em vista os índices de desemprego e redução de renda dos brasileiros.

Ele diz que com as taxas de juros mais baixas, o momento pode ser propicio para o empréstimo, mas que é ainda preciso ter atenção para evitar o endividamento.


— A maioria pega empréstimo para comprar remédios e comida, porque não dá para sobreviver com o que ganha. E é por isso que pedimos cuidado, senão depois o aposentado acaba tendo a aposentadoria muito reduzida com o pagamento das parcelas — explica.

Já o economista Alexandre Espírito Santo, afirma que o crédito reajustado é uma opção “bastante razoável” em comparação com os outros serviços financeiros ofertados no mercado. Ele ressaltar que se trata da modalidade com a menor cobrança a longo prazo, sendo benéfica uma vez em que o titular administra suas contas com cautela.

— O ideal é que a pessoa não comprometa mais do que 25% ou 30% da renda com dívidas. É claro que estamos vivendo um momento atípico e grave, que mexe com a vida de todos. Muitos estão desempregados, e as famílias enfrentam dificuldades financeiras. Mas devemos cortar supérfluos e evitar gastos desnecessários.


Ciente da pauta, a Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (Aneps) celebrou a decisão. Segundo o presidente, Edison Costa, agora a equipe da econômica deve trabalhar para garantir que a proposta se estenda para além da pandemia do novo coronavírus.

— Temos pouco mais de oito meses para intensificar as articulações em Brasília e apresentar um projeto consistente e legítimo. A aprovação da MP mostra que estamos no caminho certo.



Com informações do site: FDR