quarta-feira, 3 de março de 2021

Novo vazamentos do CPf: mais de 12 milhões de pessoas podem estar com informações e cartões de crédito expostos.


 
Foto: Reprodução
Na última quinta-feira, dados de informações e cartões de crédito de cerca de 12 milhões de brasileiros foram colocados à venda em um fórum na internet, colocando essas pessoas em risco de exposição.

O fórum é o mesmo onde 223 milhões de CPFs, 104 milhões de licenças de veículos e 40 milhões de CNPJs foram expostos em janeiro no que ficou conhecido como megaleak.

Uma amostra contendo nome, e-mail, telefone, CPF ou CNPJ, senhas e números de cartão de crédito de 12.476.181 pessoas foi divulgada pelo hacker.
De acordo com o anúncio, os dados foram roubados em fevereiro de 2021, e o pacote completo custa US$ 50 mil.

De acordo com a empresa de segurança cibernética Syhunt, as informações apresentam "apagamentos digitais", o que torna impossível saber se os dados estão incompletos ou se esta é apenas uma maneira de garantir exclusividade sobre eles para seus compradores. Como não há padrão no que foi escondido por esses apagamentos, é difícil saber que informação estava escondida.

No post do hacker, ele afirma que as informações foram roubadas do banco de dados das marcas Eduzz, Nutror, Alumy, Blinket e Jobzz. De acordo com as políticas de privacidade dessas páginas, o grupo é administrado pela Eduzz.

Veja abaixo quais são cada uma dessas empresas:

Eduzz: plataforma de marketing de produtos digitais voltada para pequenos e médios empreendedores;
Nutror: focado na gestão de cursos online;
Alumy: permite a criação de um clube de assinatura digital para dar aulas a distância;
Blinkett: Plataforma de eventos da Eduzz; E
Jobbz: intermediar a contratação de profissionais autônomos para prestação de serviços.

"Os dados são relativos a essa coleta de site. É diferente dos outros vazamentos, que tinham um alcance muito maior", disse o fundador da Syhunt, Felipe Daragon. Segundo ele, se o vazamento for comprovado, seu impacto será menor do que as situações passadas.

De qualquer forma, Daragon considera "preocupante" o número de 12 milhões de feridos, enquanto muitas pessoas usam a mesma senha em várias contas. "Os usuários geralmente reutilizam senhas em outros sites e isso pode comprometer o e-mail principal do indivíduo, por exemplo", explicou.

Megavazamento

Aproximadamente 220 milhões de CPFs, 104 milhões de licenças de veículos e 40 milhões de CNPJs vazaram em 11 de janeiro deste ano no mesmo fórum. Além disso, documentos, escolaridade, fotos e declaração de imposto de renda também foram divulgados pelos hackers.

Nomes como os de ministros da Suprema Corte estão entre os dados expostos no megaleak. No momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) investiga o caso, que continua com uma reeduleção nacional.

Com informações do site: redebrasilnews