domingo, 21 de fevereiro de 2021

Veja as dicas antes de pedir dinheiro emprestado para parentes ou amigos


 
Foto: Reprodução
O brasileiro está cada vez mais pedindo dinheiro emprestado a parentes e amigos em vez dos bancos. É o que revela um instituto de pesquisa. As dicas principais são: formalizar, remunerar, dar prazo e priorizar. Tem que ter muito cuidado para não perder o amigo e nem brigar com o parente. Quais são os cuidados?

É recomendável formalizar, fazer um contrato, uma nota promissória, mesmo que seja para sua mãe ou para seu pai quando pedir o dinheiro. Preocupe-se principalmente quando for pedir para mãe ou pai. Porque os irmãos podem achar que os pais estão dando dinheiro e não emprestando.

Nesse contrato, estabeleça a remuneração. É justo que ele receba uma remuneração pelo menos pela inflação ou poupança. Também defina um prazo para pagar a dívida e, por fim, priorize. Um erro muito comum é que, por não ser banco, você ir deixando para depois.

Não há nada pior do que você emprestar dinheiro para alguém, socorrer essa pessoa e, depois, ele trocar de carro, viajar para a Disney e não pagar você. Priorize para não pagar o amigo.

Veja na reportagem ao lado o caso do Liander, que está bem longe de ser um gerente de banco. Ele é estudante e faz estágio numa empresa de RH, mas é por ele que os amigos procuram quando precisam de dinheiro para pagar as contas.

“O dinheiro está na poupança. Se ele precisar, é melhor colocar na mão dele e ele me pagar do que deixar na poupança”, conta Liander Reis, estudante de administração.

David é um dos amigos que recorreram a Liander. Mas, em vez de dinheiro, ele pediu emprestado o cartão de crédito para fazer uma compra a prazo para a própria empresa, que estava começando.

"Quando a gente chega em São Paulo, na hora que a gente vai prestar serviço para outras empresas, você tem que abrir uma empresa nova do zero. Obviamente, o banco não vai te dar crédito no dia seguinte, no mês seguinte porque você é bonitinho. Ele não vai fazer isso. Então você recorre aos amigos", diz David Pinto, consultor em tecnologia.

Essa ajuda camarada tem ficado cada vez mais comum. O Instituto Data Popular fez uma pesquisa e perguntou se as pessoas pediam dinheiro para alguém da família. Em 2014, 15% disseram que sim, bem mais do que 2010.

29% dos entrevistados também disseram que um parente ou amigo pediu o cartão de crédito emprestado. Na pesquisa de 2010, eram 11%.

A pesquisa apontou também uma possível explicação para o aumento desses empréstimos informais. A maioria dos entrevistados, 65%, disse que está difícil ou muito difícil pagar as contas do dia a dia: mercado, aluguel e luz.

Os preços subiram, o orçamento ficou mais curto e o jeito então foi pegar dinheiro com alguém para não ficar com o nome sujo ou cair no cheque especial.

"Falam que o parente é aquele cara que é pau para toda obra, que ele pode contar. E o banco, ele considera que é aquele sujeito que te empresta um guarda-chuva em um dia de sol e tira quando começa a chover", analisa Renato Meirelles, presidente do instituto Data Popular.

Com informações do site: g1 globo