terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Se for preciso, Bradesco vai abrir uma nova rodada de renegociações de dívidas


 
Foto: Reprodução

O agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil, com um ritmo de vacinação mais lento do que esperado, já demonstrou a possibilidade de bancos precisarem negociar, novamente, dívidas de clientes. Instituições como Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil têm conversado a respeito.

No caso do Bradesco, por exemplo, o banco diz estar disposto a uma nova leva de prorrogações, caso o país volte a ser obrigado a adotar medidas de isolamento social.
Essa disposição vem, principalmente, dos resultados desse primeiro movimento.

De acordo com o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, uma primeira experiência com as carências e renegociações mostrou-se positiva. Isso porque boa parte dos clientes têm honrado os compromissos.

Como ficam as renegociações de dívidas no Bradesco?

Além disso, de acordo com Lazari, as renegociações com as empresas tinham carência de seis meses a um ano, ou seja, para muitas a primeira parcela não começou a vencer. Assim, não houve uma demanda em relação a isso. Porém, se eventualmente houver uma necessidade, em razão do lockdown, mesmo que parcial, o Bradesco afirma que fará novamente a renegociação de dívidas:

“Não tem problema nenhum. Quando as prorrogações começaram, ficamos muito preocupados, mas agora vemos com muita clareza: 92% das operações prorrogadas estão sendo pagas em dia, a inadimplência dessas operações só representa 0,6% da inadimplência do banco”, explica o presidente.

Atualmente, dos quase R$ 80 bilhões realizados em prorrogações de dívidas, R$ 42 bilhões já entraram novamente para os cofres do banco.

Presidente do banco fala sobre desafios para 2021

Além disso, o executivo afirmou que os bancos mantêm uma conversa frequente com o Banco Central sobre uma eventual necessidade do retorno de linhas de crédito voltadas às pequenas e médias empresas. Atualmente, o Bradesco acaba de entregar um lucro trimestral recorde na história do banco.

No futuro, o presidente do Bradesco afirma que os principais desafios são a criação de novos ativos no conglomerado. Ele considera o Next, por exemplo, pronto para abrir o capital em 2022.


Com informações do site:  seucreditodigital - Bruna Valtrick