segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Programa Bolsa Família pode pagar benefício temporário de R$200 para suprir o fim do Auxílio Emergencial.


 
Foto: Reprodução
Com pressão do Congresso, a equipe econômica do governo, comandada por Paulo Guedes, discute a prorrogação da ajuda emergencial com os líderes do Senado e da Câmara.
Apesar disso, a equipe quer restringir o pagamento apenas aos beneficiários do Bolsa Família.

A ideia é que o valor seja de R$ 300, equivalente ao que foi pago nas últimas parcelas. No entanto, discute-se que o valor mais viável seria de R$ 200.

A proposta também inclui famílias que estão na fila para serem incluídas no programa Bolsa Família.

Guedes disse que 20 milhões de pessoas já estão sendo ajudadas pelo programa Bolsa Família e que é preciso prestar atenção àqueles que foram definidos como invisíveis, e continuam sofrendo os efeitos da pandemia.

Na última quinta-feira (4), após ter uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Guedes disse que a nova rodada de auxílio deve ficar restrita a metade das 64 milhões de pessoas que terminaram 2020 recebendo o benefício.

Guedes também defende a concessão de auxílios após a ativação do estado de calamidade pública. Isso permitiria que os gastos com as novas rodadas de benefícios ficassem fora do teto de gastos, que são as regras que limitam os gastos do governo sem conseguir passar a inflação.

A antecipação para o mês de fevereiro dos pagamentos do abono salarial previsto para o mês de março, foi a primeira medida do "protocolo de crise" que será adotado pelo Ministério da Economia para enfrentar o agravamento da pandemia, segundo fontes da equipe econômica. Essa medida foi publicada no Diário Oficial. 

Além disso, a lista incluirá a antecipação do 13º para aposentados e pensionistas do INSS, e a definição de uma nova rodada de auxílios.

Jair Bolsonaro deu várias declarações contra a prorrogação do pagamento, mas o Congresso e opositores querem retomar o pagamento com urgência para aliviar as consequências da pandemia causada pelo novo coronavírus.

Segundo o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), a intenção é restringir os critérios que qualificam os cidadãos para receberem novas parcelas do auxílio. Ele afirmou que o pagamento deve ser feito apenas para aqueles que realmente precisam.

Com informações do site: Rede Brasil News