sábado, 20 de fevereiro de 2021

Governo quer ampliar renda por pessoa para volta do auxílio emergencial; entenda


 
Foto: Reprodução
O governo quer ampliar o limite de renda per capita, por pessoa da família, para R$ 600 na renovação do auxílio emergencial. Este critério alcança trabalhadores que não se enquadram no Bolsa Família e supera o valor definido na lei que criou o benefício de meio salário mínimo, que seria de R$ 550 neste ano.

Apesar do limite de renda mais amplo, a nova rodada do programa terá público mais restrito. A expectativa é que o novo auxílio seja pago a 40 milhões , sendo 20 milhões de pessoas hoje cobertas pelo Bolsa Família e outros 20 milhões de trabalhadores informais. No ano passado, 68 milhões de pessoas foram beneficiadas pelos repasses.

A focalização dos pagamentos previstos para este ano será feita por meio de outros métodos, além da definição do critério de renda. Uma das formas é o cruzamento de informações com vários bancos de dados oficiais para evitar que pessoas que não são consideradas vulneráveis tenham acesso ao benefício.

Ao todo, o Cadastro Único (que reúne beneficiários de programas sociais) contém dados de quase 128 milhões de pessoas, em vários estágios de averiguação de informações. Os 40 milhões focalizados na renovação do auxílio passaram por vários crivos. Esse número é considerado a melhor radiografia da população mais necessitada, segundo técnicos do Ministério da Cidadania.

Na avaliação da pasta, o grupo de 40 milhões de pessoas definido a partir desse pente-fino precisa de amparo por se encaixar na parcela mais vulnerável da população e não dispor meios de obter renda, principalmente na crise gerada pela pandemia.

O critério de renda a ser considerado não será mensal, mas trimestral e semestral, diante da variação de rendimentos dessas famílias. Muitas vezes, elas têm renda em um mês e não tem no outro, explicou um técnico.

Com informações do site: Economia IG