terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Calendário Bolsa Família 2021: pagamentos de janeiro seguem até dia 29


 
Foto: Reprodução

Governo confirmou que Bolsa Família em 2021 terá aumento de valor. Novo calendário de janeiro começou em 18 de janeiro. Veja quem pode ingressar no programa de distribuição de renda do governo federal.

A Caixa já iniciou os pagamentos do novo calendário do Bolsa Família para 2021. O benefício social seguirá a metodologia do ano passado, sempre com pagamentos na última quinzena de cada mês. Para o mês de janeiro, os beneficiários com NIS final 1 começaram a receber no dia 18 de janeiro e o crédito segue até o dia 29 deste mês, quando o pagamento será feito para os inscritos com NIS final 0.

O governo federal já anunciou que ocorrerão mudanças no Bolsa Família em 2021.
A informação foi confirmada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

O programa social que atualmente beneficia mais de 14 milhões de famílias terá um aumento no valor do tíquete médio que hoje é de cerca de R$ 190,57 mensais e, possivelmente, ampliará também a base de beneficiários. A ideia do governo é incluir no Bolsa Família uma parcela da população que ficará desassistida após o fim do Auxílio Emergencial.

Calendário completo do Bolsa Família em 2021
Já é habitual há alguns anos que o governo libere o calendário de pagamentos do programa nas primeiras semanas de janeiro. O novo calendário do Bolsa Família saiu no fim do dia 04/01 e traz o cronograma anual de todos os depósitos para este ano.

Para janeiro, os pagamentos irão ocorrer entre os dias 18 e 29, conforme o número de identificação social (NIS).
Veja o calendário completo de 2021 divulgado pelo Ministério da Cidadania:

Nas redes sociais, o Ministério da Cidadania divulgou também o calendário completo do Bolsa Família para 2021.


Como se inscrever no Bolsa Família

O cadastro para participar do Programa Bolsa Família é feito pelos municípios, onde o chefe da família deve procurar o setor responsável pelo cadastramento na sua cidade, que geralmente é realizado pelos Centros de Referência da Assistência Social (Cras). Entretanto, somente a inscrição não garante a entrada no programa, as famílias passam ainda por uma seleção feita por sistema informatizado que levará em consideração, além das regras do programa, a quantidade de famílias atendidas no município e o limite orçamentário destinado ao Bolsa Família.

Para ingressar no programa de transferência de renda do governo, o chefe da família deve comprovar:

Renda por pessoa de até R$ 89,00 mensais;
Renda por pessoa entre R$ 89,01 e R$ 178,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.
São ainda critérios para permanecer no programa:

No caso de existência de gestantes, o comparecimento às consultas de pré-natal, conforme calendário preconizado pelo Ministério da Saúde (MS);
Participação em atividades educativas ofertadas pelo MS sobre aleitamento materno e alimentação saudável, no caso de inclusão de nutrizes (mães que amamentam);
Manter em dia o cartão de vacinação das crianças de 0 a 7 anos;
Acompanhamento da saúde de mulheres na faixa de 14 a 44 anos;
Garantir frequência mínima de 85% na escola, para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, e de 75%, para adolescentes de 16 e 17 anos.

Novo Bolsa Família

Até o momento, sabe-se muito pouco sobre como será o novo Bolsa Família 2021. Após Bolsonaro descartar uma nova prorrogação do Auxílio Emergencial e desaprovar as discussões em torno de um novo programa de transferência de renda, o presidente anunciou que fará mudanças no programa social já consolidado.

"Quem falar em Renda Brasil, eu vou dar cartão vermelho, não quero mais conversa. É Bolsa Família. São pessoas necessitadas que precisam desse recurso que, em média está, 190 reais. Tenho falado para a equipe emergencial, vamos tentar aumentar um pouquinho isso daí. Auxílio é emergencial, o próprio nome diz: é emergencial. Não podemos ficar sinalizando em prorrogar e prorrogar e prorrogar". "Acaba agora em dezembro", concluiu.

Bolsonaro, no entanto, não voltou a falar das modificações que serão realizadas. No entanto, em entrevista aos meios de comunicação, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que a nova roupagem do programa deve beneficiar cerca de 20 milhões de pessoas, o que leva a crer que o Bolsa Família irá englobar parte dos informais que deixarão de receber o Auxílio Emergencial em janeiro de 2021.

Com informações do site: acheconcursos