domingo, 3 de janeiro de 2021

Auxílio emergencial: Veja como pagar contas de até R$ 600 via cartão


 

As contas de água já podem ser pagas com o cartão do auxílio emergencial. A modalidade já está disponível em todos canais de pagamento, como site e aplicativo. Para fazer o pagamento, é necessário digitar a numeração do cartão de débito virtual informado no aplicativo Caixa Tem.

Outras contas, como as de luz e de telefone também podem ser pagas utilizando o valor do auxílio pelo app Caixa Tem. Como já adotado por diversos beneficiários, também é possível gerar boleto em bancos digitais, como o Nubank e C6 Bank, para transferir o valor do app Caixa Tem para o banco. Dessa forma, não é necessário aguardar o calendário oficial para saque e transferência, que, em alguns casos, pode demorar mais de um mês de espera.

Como pagar a conta de água com o auxílio?
Faça login no app do Caixa Tem. Em seguida, clique em “Realizar pagamentos” no menu. A opção permite pagamentos de até R$ 600. Será aberta uma interface de bate-papo, com opções de ler o código de barras de um boleto ou digitar o código de barras.

Escolha se deseja ler o código de barras com a câmera ou digitar. No primeiro caso, basta apontar o celular para que o código de barras seja escaneado. Se o beneficiário tiver mais de uma conta na Caixa Econômica Federal, será perguntado qual delas será usada para o pagamento. Confirme os dados da conta que terá o saldo utilizado e confirme o pagamento. Por fim, digite a senha de seis dígitos do app Caixa Tem.

Prorrogação do auxílio emergencial
O senador Esperidião Amin (Progressistas-SC), coautor de um dos projetos que buscam prorrogar o auxílio emergencial de R$ 300 até 2021, defende que o Governo Federal sinalize algo para a população que recebe o benefício, seja apoiando o projeto legislativo para sua aprovação no Congresso, seja editando uma Medida Provisória (MP) com a prorrogação para 2021.

No caso de uma MP, o presidente Jair Bolsonaro poderá publicar a prorrogação por sua iniciativa. A medida entra em vigor logo após publicação no Diário Oficial da União (DOU) com validade de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60 dias. Assim que publicada, o Congresso precisa votar pela continuidade da MP ou seu fim.

Segundo Amin, o governo precisa tratar dessa questão com urgência, uma vez que o decreto do Estado de Calamidade Pública já encerrou no último dia 31 de dezembro, e sem ele não existe a possibilidade de tomar medidas mais urgentes contra a pandemia da covid-19.
 
“O governo vai ter que dar uma solução, seja qual for o nome do projeto, se auxílio emergencial renda básica, ou algum outro. Acredito tanto quanto o ministro [da Economia] Paulo Guedes que teremos um crescimento em ‘V’, que será muito boa, mas não é instantânea. Por isso, tudo o que investimos até aqui na paz social, na garantia do poder de compra da população mais carente, especialmente depois que descobrimos o número de ‘invisíveis’ [profissionais autônomos], é imperioso que se prolongue o decreto presidencial e o período de calamidade”, disse Amin, coautor de um projeto em conjunto com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Ainda segundo Amin, a retomada da Economia, conforme proposta por Guedes, não será instantânea, por isso é preciso “prosseguir com uma ajuda para quem ainda não conseguiu um emprego”

Ele acredita que dificilmente o governo, ou algum parlamentar da base do Governo, terá opinião contrária à extensão do auxílio emergencial, uma vez que a vacinação ainda está em estágio inicial.

“Esses fatos do mundo vão orientar o governo, cuidando também para que não sejam prejudiciais ao mercado, claro. Precisamos entender que a vacinação não começou e a pandemia não terminou, por isso é importante que o Estado de Calamidade siga por mais três meses”, assinalou Amin.

O projeto, protocolado no dia 14 de dezembro, ainda não foi lido em plenário e, por isso, não pode ser analisado em Comissão, nem entrar na pauta de votações do Senado.

Com informações do site: Notícias Concursos, Saulo Moreira