sábado, 14 de novembro de 2020

Ministro Paulo Guedes confirma prorrogação do Auxílio Emergencial com 2ª onda do Covid-19.

Ministro Paulo Guedes confirma prorrogação do Auxílio Emergencial com 2ª onda do Covid-19.
 





Ministro da Economia confirma prorrogação do auxílio emergencial para 2021.

Nesta quinta-feira (12), em evento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Paulo Guedes informou que a continuidade do coronavoucher está entre seu planejamento de gestão para o próximo ano. Segundo ele, o benefício será mantido se houver uma segunda onda de covid-19. Para financiar a proposta, o governo quer criar novos impostos. Seguir.


Com a possibilidade de uma segunda onda de coronavírus, o governo federal inicia seu planejamento para gerenciar uma nova crise em 2021.


A ideia até agora é manter as liberações de auxílio emergencial que devem passar por uma correção dos valores. Segundo Guedes, a agenda já está sendo discutida em sua equipe e deve ser anunciada em breve.


O ministro explicou que a manutenção do benefício não é o plano A de sua gestão, mas que a decisão passou a ser considerada com vistas à permanência do Covid-19. Vale ressaltar que, de acordo com o cronograma oficial vigente, o pagamento pelo programa deve ser finalizado ainda em dezembro deste ano.


"Existe a possibilidade de uma prorrogação do auxílio emergencial? Então vamos para o outro lado. Se há uma segunda onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza.
Vamos ter que reagir, mas não é o plano A. Não é o que estamos pensando agora", disse Guedes.


Previsão de economia para 2021

Questionado sobre as expectativas econômicas para 2021, o ministro disse que está desenvolvendo estratégias e desafios para poder garantir o progresso fiscal do país. Segundo ele, até o final deste ano serão gastos mais de R$ 600 bilhões, o que equivale a 10% do PIB.



As despesas estão relacionadas ao auxílio para a manutenção do emprego e renda da população. Se houver uma segunda onda da pandemia, a projeção do PIB será de 4%.



"A pandemia está caindo, a ajuda está caindo, e a economia está voltando. Essa é a nossa realidade, nosso plano A. Ok, vamos decretar um estado de calamidade novamente e nós vamos, novamente, com a experiência que temos agora, recalibrando os instrumentos. Em vez de gastar 10% do PIB, como foi esse ano, gastamos 4% [em 2021]", explicou Guedes.



Novos impostos como opção para levantar fundos

Diante da possibilidade de manutenção dos pagamentos do auxílio, Guedes também disse que deve caminhar com a proposta de criação de novos impostos cobrados das transações financeiras digitais.



Segundo ele, um novo imposto não será gerado, mas sim uma "substituição tributária", o que significa acabar com alguns impostos e adotar outros.



"Não queremos criar um imposto. Queremos tirar a folha de pagamento. Quando falamos em exonerar a folha, precisamos encontrar uma maneira de financiar essa liberação. E então falamos sobre o imposto, na verdade a contribuição, sobre transações.
Inclusive, especialmente, digital, que são os que mais crescem no país. Foi nesse sentido que consideramos essa alternativa de tributação, mas sempre com a perspectiva de que não há aumento de impostos.", declarou.


No entanto, vale ressaltar que mesmo em outubro, em audiência pública no Congresso Nacional, o ministro defendeu a criação de novos impostos. Em seu discurso, ele chamou a acusação de "digitax" e depois afirmou que o tributo estava "morto".


Já na quinta-feira, Guedes retomou a proposta, explicando que tudo vai variar de acordo com os desenvolvimentos políticos. Segundo o ministro, a "política é o que dá o 'timing' das reformas".


Ele acrescentou que "não haverá aumento de impostos para quem paga imposto. Mas se você nunca pagou, você vai levantá-lo. O imposto sobre dividendos vai subir sim, para aqueles que foram isentos antes. Se tributarmos as transações, aqueles que não pagaram começarão a pagar. Essas considerações estão sendo feitas. Agora é um momento político."



Até agora não se sabe a resolução final do projeto que só deve ser decidida após o segundo turno das eleições em dezembro.

Com informações do site: redebrasilnews